A Filha de Ártemis

 


Filha de Ártemis
 Autora: Carol C.

Sinopse: Artemis escondeu um segredo. Esse segredo, quando revelado, irá mudar a vida de várias pessoas. A vida de uma menina depende da revelação. Nossos amigos do acampamento irão ajudar muito.

Prólogo:
Era uma noite calma no Acampamento Meio-Sangue, a Guerra contra Cronos ainda não tinha acontecido, levaria mais onze anos até acontecer. O sótão da Casa Grande estava movimentado. Uma jovem ruiva andava de um lado ao outro no aposento, esperando uma profecia sobre sua filha que tinha nascido na manhã daquele mesmo dia.
Alguns minutos depois o oráculo se endireitou e abriu a boca, soltando fumaça verde. Ártemis levantou a cabeça, tinha chegado a hora. Uma voz triplicada começou a falar a partir da fumaça.
A Filha Proibida será reclamada,
A partir de um sonho sua vida irá mudar.
Sol e Vento irão proteger e ajudar
E, enfim, magia negra ela irá conter.
A deusa suspirou, não esperava uma profecia tão complicada, principalmente porque ela não queria perguntar ao irmão sobre o significado. Sentiu que alguém estava chamando por ela, era hora de partir. O oráculo começou novamente, Ártemis levantou a cabeça, não esperava outra profecia.
Um Protetor Lua terá,
Para que sua vida calma seja.
Do Sol e Vento ele nascerá
Para então sua missão começar
A fumaça desapareceu o oráculo ficou silencioso. Agora, Ártemis precisaria conversar com a deusa que a chamou. Assim foi embora, deixando o lugar tão silencioso quanto antes.
Capítulo 1 - O Começo
POV (Point of View) : Will
Meu nome é Willian de Vega.
Tenho doze anos de idade. Até alguns dias atrás eu um estudante "comum" na Carl W. Goetz Middle School. Minha vida já era bem estranha, mas não tanto. Eu via Ελληνική τέρατα (monstros gregos) por toda a parte, mas, graças aos Θεοί (deuses), nenhum se interessava em mim.
Estranho? Também acho. Para você entender vou explicar o que aconteceu mais cedo.
Era um dia normal. Faltava apenas uma semana para as férias, e duas para o meu aniversário. Estava louco para o fim da aula, como sempre. Por motivos quase inexplicáveis (ler-se distração muito grande) a professora me mandou para a detenção. A detenção era legal só para mim, cheguei e lá estavam o Theo, Clair e Kath, todos conversando. Quando me viu Theo já perguntou.
- O que foi dessa vez?
- Distração máxima, e você?
- Joguei as atividades no lixo assim que a professora começou a escrever no quadro.
Só ele mesmo, pensei. Perguntei pras outras o motivo.
- Estava falando de como a aula era chata, um pouco alto demais - disse Clair.
- Eu estava lendo uma revista, aí o professor: "Kath, leia o próximo parágrafo.", eu não prestei atenção, então comecei a ler a revista em voz alta. "Para escolher o vestido perfeito para o baile. Veja se combina com sua aparência e sua personalidade..."
Sentei em uma das carteiras e começamos a conversar. Quando começaram a falar sobre os professores (falar como deveriam ser legais e matérias interessantes). Estava só ouvindo os comentários, então peguei um livro na mala e comecei a ler. Já tinha passado uma hora quando os outros notaram que eu estava lendo.
- Sobre o que é esse? - Theo perguntou
μυθολογία (Mitologia) - respondi calmamente.
- Isso eu já sabia. Você só lê livros sobre mitologia.
τιτάνες (Titãs). Melhorou agora? - levantei os olhos e fechei o livro.
- Sim, agora traduza.
Me endireitei e expliquei. Cinco minutos de explicação e o sinal tocou.
Peguei a mochila e fui para casa. Já tinha andado três quadras quando vi um movimento diferente. Olhei por cima do ombro. Dois "homens" estavam vindo em minha direção os dois eram altos e com um olho de cada cor.
Manticores, pensei. No momento seguinte já estava correndo para despistá-los. Corri por dez minutos sem parar. Só então fui para casa.
POV : Lily
                                                                                                    
Acordei quando senti algo pegajoso e gosmento escorrendo no meu rosto. Nem abri os olhos (eu não sou maluca) coloquei a mão na testa. O que era? Um sapo!
- Travis e Connor!!!!! Είστε τηγανητά (Vocês estão fritos)!!!!- gritei pro nada, afinal estava de olhos fechados.
Só ouvia as risadas deles. Segurei o sapo, pra fazer isso precisei de muita força de vontade, e joguei na direção das risadas. Pelo som, acertei a cara de alguém. Peguei o travesseiro e "limpei" o rosto nele. Finalmente abri os olhos. Travis estava rindo de Connor, que, aparentemente, foi quem eu acertei.
Nesse momento Annabeth passou pela janela. Ela olhou, revirou os olhos e falou:
- Lilian, o Χείρωνα (Quíron) está te procurando, ele quer te fazer um αίτημα (pedido).
- Já vou, Annie.
Me arrumei o mais rápido possível. Minha lógica era simples:
Quíron + Pedido = Sair do Acampamento (eu esperava por isso)
Passado um tempo já estava na Casa Grande quase pulando de χαρά (alegria).

POV : Quíron
 Fui ver a Lilian, ela estava na βεράντα (varanda). Os olhos verdes dela brilhavam de έξαψη (empolgação), quando ela me viu deu um sorriso enorme.
- Quíron, qual é o pedido?
Ela disse isso, sem conter a ανησυχία (ansiedade) na voz.
- Lilian, você sabe por que Annabeth esta saindo tanto?
- Não é por causa dos έργα (projetos)?
- Não, todos estão quase prontos. Ela está saindo para procurar mais meio sangues.
- Quíron, isso é muito legal, mas pode me responde. Qual é o pedido?
Sorri, sabia pelo olhar que ela estava achando que o pedido era "mostre o acampamento para eles quando chegarem"
- Querida, eu quero te chamar para ακολουθούν (acompanhar) nas próximas buscas. Você aceita?
Ela olhou para mim sem acreditar.
- Eu?! Por quê?
- Você é a única do acampamento que sente as αύρες της μαγείας (auras de magia) dos campistas. Não é?
- Sim, mas eu posso levar alguém?
- Eu já falei com a Helena. Ela pode ir se quiser.
- Eu aceito, você não vai se arrepender.





Capítulo 2 - Semideus
POV : Laguna
Eu sabia que alguma coisa estava errada. Olhei no relógio de novo, vinte minutos atrasado. Ele só demorava assim quando estava sendo κυνήγησαν (perseguido) por τέρατα (monstros).
Estava na cozinha preparando o nosso almoço. Quando finalmente ouvi a porta abrir, fui encontrar ele. Will estava tirando a mochila das costas. Ele me ouviu, seu cabelo loiro estava bagunçado, como fica depois de correr, os olhos castanhos estavam mostrando uma mistura de ανησυχία και ανακούφιση (preocupação e alívio).
Fui até ele e o abracei.
- μητέρα (mãe).
-Culpa de um monstro, certo?
Ele assentiu. Como imaginei...
- Tudo bem, falamos sobre isso depois. Vamos almoçar.
***
Terminamos de almoçar. Eu estava preocupada com o meu filho, ele comeu bem menos que o normal, então a coisa estava muito επικίνδυνη (perigosa).
- Mãe, os monstros estavam a menos de quinze metros.
Levantei a cabeça. A primeira coisa que eu falei foi muito inteligente...
- Menos de QUINZE? Isso é impossível, todas as vezes que você os vê. Eles estão sempre muito longe. Isso é muito perto.
-Esperanza, pode me contar como fazer para eles pararem, por favor, eu não quero que os monstros venham e façam mal a você.
- Meu protetor... E muito fofo você querer isso. Mas eu tenho uma ideia melhor!
Ele me olhou de um jeito estranho, como se pensasse ' Será que vai funcionar?'
- Mãe, que plano?
- Primeiro: vamos para o seu quarto arrumar uma mochila.
- Ta. E depois?
- Vamos falar sobre seu pai.
Não estou exagerando... A boca dele se escancarou. Apos ele se recuperar do susto fomos para o quarto arrumar a mochila.
POV: Willian
Eu desde que tinha chegado estava preocupado. Os monstros NUNCA chegavam perto de mim daquele jeito, se bem que minha mãe notou na hora em que falei, mas quando eu fiz aquela pergunta, descobri, que minha vida não seria mais a mesma. De duas coisas eu tenho certeza, minha mãe tem planos fáceis para situações de emergência. Mas eles são longos, por essa parte eu não estava ansioso.
- Mãe, que plano?
- Primeiro: vamos para o seu quarto arrumar uma mochila.
- Ta. E depois?
- Vamos falar sobre seu pai.
Eu não vou dizer que estava έκπληκτος (surpreso), eu estava mais que isso. φοβισμένη (Assustado)? Talvez, mas não, eu sentia os dois juntos. Minha boca caiu com as palavras que ela falou. Meu pai, ela ia falar sobre o meu pai! Eu não perguntava muito dele, porque não me interessava muito em saber sobre ele. Na verdade ela não falava para mim: 'Puxa, como você esta parecido com seu pai'. Ela normalmente falava sobre um amigo que ela fez no 2º grau, falava que eu o lembrava. Eu gostava de ouvir isso, ela sempre, quando me elogiava dizia 'Você e tão esperto quanto seu pai'.

***
Chegamos no quarto e arrumamos a mochila. Ela deu aquele sorriso que aquece o mais frio dos corações.
- Filho, hora de saber mais sobre seu pai.
Eu sentei na cama do lado dela.
- Sabe seus livros de mitologia?
Meus olhos devem ter έλαμψε (brilhado), porque ela sorriu.
- Nem preciso da resposta. Os deuses, titãs, sátiros e tudo da mitologia existem. Seu pai e um desses deuses, ele pode ser um dos doze, ou um dos menores.
Eu pensei mais um pouco e lembrei a palavra que queria.
- Quer dizer que eu sou um ημίθεος (semideus)?
- Sim, querido.
Eu não estava assustado, afinal, minha vida já era estranha antes disso. Ser filho de um deus não me impressionou muito, isso explicava ainda mais as diferenças que eu tinha dos outros.
- Para onde eu vou?
Ela respirou fundo, como se doesse falar sobre aquele lugar.
- Um acampamento.
- Onde?
- No estreito de Long Island.
- Como vou chegar lá?
- Do jeito que preferir.
Sorri, não era todo o dia que ela dava essa possibilidade.
- Correndo - respondi.
***
Eu fui embora pela janela do quarto, que dava para a escada de emergência. Eu desci correndo, pois antes de ir eu ouvi batidas na porta e senti monstros. Não estou brincando eu sinto quando eles estão perto, não pergunte o porquê.
Cheguei ao asfalto e comecei a correr, a velocidade em que estava era perto de 30 km/h. Ouvi mais monstros me seguindo, disparei para 40 km/h. E fui sem parar.

POV: Lilian
(Na mesma manhã do capítulo anterior)
Estava na van, Helen ao meu lado. Percy e Annabeth na frente, ele dirigindo, e ela conversando animadamente com ele. Sorri era minha primeira vez fora do acampamento desde a πόλεμος (Guerra) contra Cronos. Estávamos passando em frente de um posto, quando senti algo diferente.
- Percy. - falei, alto o suficiente para ele escutar - Semideuses por perto.
Annie parou de falar assim que me ouviu.
- Onde? - os dois perguntaram juntos.
- No posto.
- πόσες (Quantos)? - Helen fez essa pergunta só para me irritar, tenho 99% de certeza.
- Helen você sabe que eu não sei dizer isso.
Ela deu uma risada, afinal, só tinha feito a pergunta par irritar.
Percy estacionou. Saímos do carro, e tudo estava estranhamente quieto. Quando entramos no posto nós vimos a cena mais inesperada do mundo.
Pensou em:
1º- Semideuses jovens amarrados gritando por ajuda. E um monstro grande e feio de costas para a porta.
2º- Semideuses jovens amarrados e amordaçados se contorcendo tentando conseguir liberdade. E um monstro grande e feio preparando um caldeirão para cozinhá-los.
Pensou em algum desses? Se foi o primeiro... Errou. Segundo... Errou também.
Semideuses sentados rindo e conversando normalmente, como θανάσιμα (mortais). Tudo em ordem, nenhum monstro à vista. Essa era a resposta certa.
Fala sério! Eu nem imaginava que isso era possível. Todos do acampamento diriam que isso é mentira. Quando vimos a incrível cena todos estavam de olhos arregalados, até Annabeth parecia έκπληξη (surpresa).
Tinham apenas nós, os funcionários e três pessoas. Essas pessoas estavam sentadas numa mesa falando, normalmente. Eu soube olhando-os que todos eram meio-sangues.
Naquele grupo tinha uma menina com os cabelos loiros cacheados e seus olhos eram de um γαλάζιο (azul claro) hipnotizante, ela era bem bonita, acho que poderia ser filha de Afrodite. Um menino estava ao lado dela, ele tinha o cabelo castanho escuro e olhos πράσινος (verdes), muito verdes. A outra pessoa que estava sentada com eles era uma menina com os cabelos μαύρος (negros) e olhos castanhos esverdeados.
Quando perceberam que estávamos observando eles pararam de falar. Andei até eles, eu sabia muito bem o quanto é difícil saber que é meio sangue.
- Oi. - comecei.
- Oi - disseram os três ao mesmo tempo.
- Quais são seus nomes? - perguntou Helen, me assustando, ela chega silenciosa como um ladrão.
- O meu é Kath - falou a garota de cabelos escuros - E esses são Theo e Clair.
- O meu é Annabeth, estes são Percy, Helena e Lilian. - disse Annie apontando respectivamente para cada um de nós.
- Bom o que vamos falar agora, pode assustar vocês. - Percy.
- Percy não os assuste, senão eles não vão querer ir para o acampamento.
Quem falou isso? Annie? Errado! Eu? Errado! Helena? Certo.
- Pode falar, não vamos falar que vocês são malucos. - Clair falou.
- Sabe μυθολογία (mitologia)?
- τιτάνες, Θεοί e Δρυάδων (Titãs, Deuses e Dríades), isso? - foi a primeira vez que Theo falou desde que chegamos.
- Sim. - eu respondi. – Bom. Tudo o que você falou existe.
Eles arregalaram os olhos de surpresa.
- E isso não é o maior, - continuei - os semideuses também existem, e vocês são.
- Semideus, semideus... - Kath murmurou, acho que estava tentando lembrar o que era. Todos estavam com a mesma cara pensativa.
'Puxa, com essa cara de esforço eles me assustam'
- Lembrei!!!!! - Theo pareceu ficar muito feliz por isso, ele quase gritou.
- O que são? - perguntaram as outras duas.
- Semideus é o nome dado ao fruto de um deus com um mortal. - recitou ele com uma voz bem formal - É isso, não?
- Sim. - falamos (eu, Helen, Annie e Percy juntos).
- Por que você quase gritou naquela hora?- Annie perguntou.
Theo sorriu, devia ser um assunto engraçado.
- Explicamos depois.
- É verdade, depois sim, porque monstros podem vir a qualquer momento. Vocês aceitariam ir para um acampamento em que pode ficar o ano inteiro? - Annabeth impaciente. Perigo!!!
- Sim! - eles disseram em uníssono.
***
Foi só entrar na van que eles foram reclamados. Acima da cabeça de Theo apareceu uma cornucópia e a roda da fortuna, em Clair apareceu um pequeno jarro e o símbolo olimpiano (ômega encima de galhos de oliveira) e na Kath apareceram espigas e papoulas.
Helena que já estava sentada se levantou e, tentou imitar a voz de Quíron:
- Digam saudações para: Theo, filho de Τύχη (Tique), deusa da fortuna e destino; Clair, filha de Ήβη (Hebe), deusa da juventude e copeira dos deuses; e, por fim, Kath filha de Δημήτηρ (Deméter), deusa da terra cultivada e colheitas.
Depois disso, ninguém aguentou segurar a risada. Na metade do caminho, relembramos a explicação que eles estavam devendo.
- Bom... - Clair começou - Na detenção só quatro pessoas vão lá todo o dia, eu, Theo, Kath e um amigo. Esse amigo αγάπη (ama) mitologia, ele sempre leva um livro sobre esse assunto na mochila. Hoje mesmo ele levou um sobre Titãs. Para cada dia tem um pouco de explicação na detenção. E os livros dele são bem diferentes, parecem que estão em grego antigo mesmo.
Eu e Helen nos entreolhamos, parecia que estávamos pensando na mesma coisa. E falamos no mesmo momento.
- Ele é um semideus!!

Capítulo Três - Monstros... Amigáveis?!

POV : Will
Fazia apenas seis horas que tinha começado a correr. Parei num beco para descansar. Sentei no chão e fechei os olhos, em menos de cinco minutos adormeci e sonhei.
O lugar do sonho fazia qualquer pessoa que gosta de Mitologia Grega ficar de boca aberta.
Simplificando, eu estava adorando. Era um lugar amplo, de mármore, estava sendo iluminado pelo luar. Havia alguém conversando lá dentro. Estava curioso, então entrei. Lá dentro era tão incrível quanto o lado de fora. Dentro havia pilastras que sustentavam o teto, no meio havia uma estátua de uma mulher com arco e flecha ao lado de um αρσενικό ελάφι (cervo). Era um templo dedicado para Άρτεμις (Ártemis), supus.
Duas pessoas estavam conversando embaixo da estátua. Me aproximei mais, a escuridão não ajudava. Eram mulheres, e pelo tom de voz estavam discutindo.
- Minha filha é muito preciosa, não irei reclama-lá amanhã!! - falou a mais alta.
- A minha é mais importante!! - a outra gritou.
- A sua!? A minha que vai nos ajudar, a sua é uma parte bem pequena!!
Agora as duas estão gritando, a coisa deve estar muito ruim.
- Pare!! Você é poderosa, mas eu sou mais importante!!
- Não é não!! Eu e você somos praticamente iguais!!
- Daqui duas semanas!! Nem mais, nem menos. Está bom para você?
Se continuar assim, vou acordar com dor de cabeça.
- Melhor. Mas não, tem que ser no ηλιοστάσιο (solstício).
- Por quê? τύπου (Prima)?!
- Quieta! - isso foi um sussurro tão baixo que mal ouvi.
- Por quê?
As duas sussurrando.
- Achei que seu irmão que fizesse as perguntas bobas.
- Alguém está sonhando. Não?
- Sim.
Elas se viraram e me viram. A alta parecia que estava com seus vinte e poucos anos, tinha o cabelo σκούρο καφέ (castanho escuro) e os olhos da mesma cor, mas um pouco arroxeado. A outra aparentava, no máximo, treze anos. Seus cabelos eram de um castanho claro, os olhos eram de uma cor bem diferente, κίτρινο ασήμι (amarelo prateado), como a lua.
POV : Lily.
(na mesma noite do inicio do capítulo)
Estava sonhando. No sonho, eu estava em um beco escuro, muito escuro. Não conseguia ver o que estava há um palmo na minha frente. Tinha um leve movimento, um barulho. Não segurei minha curiosidade, fui até aquela direção. Observei, ao menos tentei, só vislumbrei uma coisa.
Olhos castanhos escuros chamativos. Aqueles olhos me hipnotizaram, eles eram de uma απέραντη ομορφιά (beleza imensa). Senti coisas estranhas, coisas que nunca senti antes, a sensação de τυφλή εμπιστοσύνη (confiar cegamente). Só na presença eu inspirava a confiança que sentia sair daquela pessoa. Sabia que poderia confiar nela os meus segredos, incluindo aquele que eu nunca mostrei para ninguém, alem de Helena.
O sonho mudou. Estava numa montanha, tinham leoas espalhados pela clareira, havia uma, em especial, que me chamou a atenção, uma βουνό λιοντάρι (leoa da montanha) se destacava entre as leoas 'normais'. Ela estava deitada ao lado de uma adulta de aparência jovial, cheia de vida.
Essa mulher tinha os cabelos castanhos claros, parecidos com a pelagem da leoa. Os olhos eram de aparência felina, a cor era castanho amarelado. Ela devia estar esperando algo, ou alguém. Havia sua expressão estava ήρεμοι και ασθενής (calma e paciente). Recostada na leoa e correndo os dedos pela pelagem.
Elas estavam conversando isso me surpreendeu, na verdade, só por ser com uma leoa. Já que eu já vi o Percy falar com cavalos, isso é até normal.
-Não, eu já disse para você, Léaina. Eles vão concordar.
A leoa ronronou.
- Não, Léa. Eu tenho certeza. Εστία (Héstia) e os outros vão adorar. Agora descanse, você foi a ultima que fez a vigia, merece um dia de descanso.
A Léaina abaixou a cabeça e dormiu. Poucos minutos depois o ar tremulou e um homem, com a aparência atlética, apareceu. A mulher recebeu ele com um sorriso.
- E então, Ερμής (Hermes)? Como minha proposta foi recebida?
- Bom, Δίας (Zeus) fez uma breve reunião e discutiu com os outros sua proposta. No fim, todos concordaram, menos Δίας. Então você ganhou.
- Quando vai ser o primeiro encontro?
- No sábado, depois do solstício. διάρροια (Réia), agora vou embora tenho mais correspondências para entregar.
-Tudo bem, querido. Sei que você é tão ocupado quanto seu pai. Pode ir sem se preocupar.
Hermes desapareceu. Eu estava surpresa, eu sei que os deuses podem apresentar a idade que quiserem, mas Réia, η μητέρα όλων των θεών (‘a mãe de todos os deuses’). Como eu nunca ouvi ela ser mencionada em conversas aqui no Acampamento?!
Após isso... O sonho acabou.
***
Abri os olhos, estava muito surpresa, tinha acabado de ver a mãe de Ήρα, Δήμητρα, Εστία, τον Ποσειδώνα... (Hera, Deméter, Héstia, Poseidon..). Ah, você entendeu.
Helena já estava acordada, como quase todo o dia...
- Vamos nos vingar por ontem? - ela perguntou num sussurro.
Tentei me lembrar, ontem teve tanta coisa que já esqueci muitas. Aí a lembrança surgiu, ser acordada por um sapo na cabeça.
-Vamos - respondi num sussurro igualmente baixo.
Ela já devia estar esperando essa resposta, pois apenas pegou quatro baldes que estavam embaixo da cama. Ela me passou dois e quando olhei para dentro já percebi todo o 'σχέδιο Ερμής' ('plano de Hermes') que ela tinha bolado.

POV : Helena
Eu tinha ficado acordada até a meia noite, aproximadamente, preparando aquele plano. Acordei por volta de sete horas, saí do quarto e peguei todos os instrumentos necessários.
Um balde de água e meio de farinha. Quando já tinha pego tudo voltei para o chalé e esperei a Lilian acordar. Ela já estava com os cabelos castanho escuros novamente.
Fiquei pensando na minha primeira noite no acampamento, eu tinha levado um susto enorme.
Flashback:
Naquele inicio de tarde tinha sido encontrada por dois garotos de cabelos castanhos encaracolados. E depois eles me trouxeram para o acampamento, fui recebida por uma menina da minha idade, naquela época dez anos, de cabelos castanho escuro e olhos verdes, com a blusa do acampamento, jeans e um colar com um labirinto de pingente. Assim que ela me apresentou o chalé de Ερμής (Hermes) um caduceu apareceu na minha cabeça. Os garotos que me 'encontraram' disseram ser meus irmãos. Travis e Connor. A menina disse que se chamava Lilian, e ainda não sabia quem era sua mãe. Eles me apresentaram todo o acampamento naquele dia.
No jantar uma menina de cabelo castanho avermelhado e olho azul escuro, como a noite, sentou do meu lado. A Lilian não tinha aparecido, quando as dríades serviram o prato. Eu ia dar a primeira garfada, quando eu ouvi a voz da Lilian me repreendendo.
- Não. Helena, primeiro temos que fazer a oferenda  para os deuses.
Olhei para os lados procurando a Lilian. E não vi ela. A garota que estava ao meu lado já tinha levantado e me olhava com paciência.
- Vem, todos tem que fazer, até quem não sabe seu pai ou mãe olimpiano. - falou ela... Com a voz da LILIAN?!
Naquela hora eu não estava entendendo mais nada. Me levantei fiz a oferenda e voltei.
- Quem é você? - perguntei para a garota.
Ela deu uma risada contida, como se não quisesse me constranger.
- Você já sabe... Eu só esqueci de contar que a cor do meu cabelo, e dos olhos mudam  depois do pôr-do-sol.
"fim"
Depois daquela noite nada mais me assustou.
***
Olhei para a cama da Lily. Ela abriu os olhos um pouco depois.
- Vamos nos vingar por ontem? - perguntei num sussurro.
Ela fez uma cara confusa, mas logo sorriu.
-Vamos - respondeu num tom igualmente baixo.
Peguei os baldes e passei dois deles para ela. Ela observou o conteúdo, o sorriso dela se alargou e os olhos verdes brilharam. Levantamos, cuidando para não fazer barulho. Fui acordar o Travis, apoiei o balde de farinha cuidadosamente no chão e me preparei para jogar a água nele.
Joguei.
Por coincidência, foi na mesma hora em que a Lily jogou no Connor. Os dois sentaram assustados gritando a plenos pulmões. Joguei a farinha, que não caiu só na cabeça deles. Caiu dentro da boca. Os dois engasgaram.
Estávamos gargalhando alto. Tinha sido hilário, até aquela hora em que eles acordaram todos os campistas da área dos doze grandes olimpianos e quase me deixaram surda.
Meus irmãos e irmãs estavam se preparando para a μάχη ('batalha'), mas quando perceberam a brincadeira, virou um chalé de risadas.
***
Estava treinando luta de adagas com a Lilian na arena, desde o almoço a expressão dela mostrava um pouco de impaciência.
- Fala o que está pensando. - pedi depois da décima vez que ela tirou as adagas da minha mão.
Ela deu um meio sorriso.
- Estou pensando, por quê eu não consegui ver a aura de Kath, Clair e Theo completa.
- Por quê? Você viu incompleta?!
- Sim.
Fiquei muito surpresa, em geral ela vê as auras como círculos de luz em volta dos campistas.
- Como você viu as deles? Qual era a diferença?
- Eu só podia ver uma sombra da verdadeira aura. Estava muito fraca a deles.
- Tá, vamos falar com eles depois para ver se descobrimos alguma coisa. Pensando bem... Deve ter algo mais te incomodando. Eu te conheço! Fala, por favor...
A Luiza se aproximou, ela estava vendo o treino desde o início, mas conversar sem ela não é a mesma coisa.
- Tudo bem... Eu sonhei duas coisas essa noite...
Ela vez uma pausa dramática, e não continuou.
- FALA LOGO, MENINA!!! - eu e Lu pedimos juntas, a Lily quando faz suspense quase mata.
- Calma - disse ela com um sorriso irritante surgindo no rosto - no segundo sonho apareceu διάρροια (Réia), e ela estava falando sobre uma proposta, e um encontro.
- O que era????? - Luiza perguntou.
Ela parecia que ia ter um ataque. Não aguentava NÃO saber algo, nisso lembrava filhos de Αθηνά (Athena). Filhos de ίριδες (Irís) também tem esse problema, acho.
- Não sei... O sonho acabou ai. - disse a Lily triste, pelo visto também estava curiosa.
- Espera! E o primeiro sonho??? Você só falou do segundo! Qual é o primeiro???
Pelo visto peguei ela de surpresa, pois ela ficou com uma expressão de choque e vermelha, o que não é típico dela.
- Isso mesmo!! Pode falar!! Se você não me disser vou ter um ataque!! - a Lu agora estava dando um ataque, os olhos claros multicoloridos estavam com um brilho de impaciência e o cabelo caramelo estava mudando de cor. Significado: ataque em cinco minutos!!!
- Tudo bem, fica calma, Luiza. - a Lily estava assustada e ainda estava vermelha. - O primeiro não é muito importante, eu só vi dois olhos castanhos num beco escuro. Nada demais.
- Fala o que você sentiu! - eu estava adorando, poderia irritar ela até ela achar uma coisa que ma atingisse igual, o que é difícil, se fosse o que eu estava pensando.
- Confiar na pessoa que tinha aqueles olhos, nada demais.
Ela ficou mais vermelha do que antes.
- Foi mais que isso, eu sei.
- Na-nada - gaguejando... Ela ficou mais vermelha que antes. Hum, meu plano está completo!!!
- Está apaixonada!! Está apaixonada!! Está apaixonada!! Está apaixonada!!
Acho que ela se irritou muito. Ela deu um olhar malvado para mim, só que não adiantou muito, porquê ela ainda estava vermelha.
Luiza já estava normal e começou a rir de mim. Eu ainda não tinha parado de falar e a Lilian começou a correr atrás de mim. 
Um pensamento se formou na minha cabeça: 'E se essa pessoa que ela sonhou existir?'



Capítulo quatro: Respostas...
POV: Will
Acordei com o barulho das batidas insistentes na porta.
- Garoto, abra logo a porta!! - falou uma das fúrias com a voz irritada.
Levantei da cama, sem a intenção de abrir a porta.
- Pare!! Megaira, queremos, não, EU quero a confiança dele, se você não estiver entendendo retire-se imediatamente!! - disse outra.
-Mas...
- Chega de 'mas' vocês duas PARA FORA AGORA, entendido?
- Sim - as outras duas falaram com a voz um pouco tremula.
Ficou silencioso. Olhei pela janela o sol estava se pondo. Me virei para a porta, pensando no que fazer...
***
Peguei a mochila e abri a porta, a casa estava estranhamente silenciosa, olhei para os lados. Quando faltava apenas três metros para eu chegar na porta, eu escutei a voz de uma das φιλάνθρωπος (Benevolentes). Me virei, era aquela que tinha me arrastado até a casa.
- Garoto se você sair, vai ser pior para você. - falou ela com a voz severa.
- Por que diz isso?
-Você não tem arma para utilizar contra os τέρατα (monstros). - ela falou calmamente.
Eu tinha que concordar, eu só fugia dos monstros, πάντοτε (sempre), essa era a minha melhor arma. A corrida de alta velocidade.
- Venha para eu lhe dar uma provisória. - continuou.
Isso me assustou, eu já sabia que ela era um monstro, mais exato, uma Fúria. Desde quando os monstros são amigáveis? Ela se virou e eu a segui. Mas uma pergunta não parava de rondar minha mente.
- Qual fúria é você? - estranha, mas muito significativa, afinal, você só pode diferenciar as fúrias pelo nome. Eu já sabia pelo que ouvi no quarto que não era a Megaira, então sobrava Tisífone ou Alecto.
- A servente mais confiável, mais chamada pelo senhor άδης (Hades) para fazer tarefas pequenas e importantes. - ela deu uma pausa mais logo continuou - Ἀληκτώ (Alecto), se preferir.
Com isso parei ela olhou para mim com indiferença, balançou a cabeça e continuou. Estava repassando a conversa que ouvi no quarto e pensando ela era a única ali então foi ela que falou ' ...EU quero a confiança dele, se você não estiver entendendo retire-se imediatamente!!'

POV: Alecto
Bom, para os poucos que não me conhecem sou, como disse: ' A servente mais confiável, mais chamada pelo senhor άδης (Hades) para fazer tarefas pequenas e importantes' e também a Fúria líder, coisa que esqueci de acrescentar na minha breve apresentação.
Levei o menino para a sala de armas. Aquele era o último lugar em que queria estar. Mas fazer o que? Queria ajudar.
Ημίθεοι που διαβάζετε αυτές τις λέξεις να δώσουν προσοχή σε αυτό που θα πω (Semideuses que estão lendo essas palavras prestem atenção no que eu vou dizer:)
Είναι ο μόνος ημίθεος σκέφτηκα « δώσει μια χείρα βοηθείας», έτσι δεν απολαμβάνουν (Ele é o único semideus que pensei em 'dar uma ajuda', então não festejem!!!)
MINHA IRA AINDA É FORTE COM VOCÊS!!!!
Bom, voltando para a sala. O menino... qual o nome dele??? (Autora responde: Willian, eu sei que você é antiga, mas devia saber, não é?) (Fúria irritada: Fica quieta!!! E eu não sou velha!!!) (Autora: eu não disse velha)
O Willian fez uma cara engraçada, como se nunca tivesse visto tanta arma. (autora: e ele não viu) Se bem que, até Ares admiraria minha 'coleção'. Tinham adagas, facas, espadas de guerra, espadas de esgrima (também são boas para luta), punhais, espadas duplas, espadas velhas, espadas mofadas, dardos e... em algum lugar arco e flecha. (Autora: bagunceira.) (Fúria irritada:EU NÃO SOU BAGUNCEIRA!!! E também aqui tem arma que tem mais que mil anos!! O que você queria???) (Autora responde:Limpeza?) (Alecto: desisto!)
- Isso é para que?
Agradeço essa pergunta que o menino fez, não aguento aquela autora! (autora com raiva: eu estou aqui, sabe?) Não disse?
- Para lutas, o que mais? - respondi o mais calmamente possível.
- Lutas contra o que? - a testa dele estava franzida, é isso que eu gosto dele!!! ELE NÃO MATA MONSTROS, IGUAL CERTAS PESSOAS!!!! (autora irritada: os semideuses matam monstros quando vão ser mortos!!) (Alecto: ele não!!) (autora irritada:desisto!!)
- Minha família é um bom exemplo.
Ele me olhou com um meio... sorriso?! Vou matar esse garoto!!! (autora: deixe-me ver... não está no script) (Fúria: chata) (autora irritada: eu?! se não fosse eu você nem estaria narrando!!!) (Alécto: 'silencio')
- Monstros?
- Sim. - respondi irritada com ele e a CHATA (Autora irritada: EU NÃO SOU CHATA!!!!) (Fúria inocente: eu não disse que era você....) (Autora MUITO IRRITADA:MAS PENSOU!!!) (Fúria: ela lê pensamentos?) (AUTORA MUITO BRAVA: NÃO, MAS EU SEI DE UM MODO OU OUTRO EU SEI!!!)
- É para eu escolher? - eu teria rido da expressão dele, se não fosse tão boazinha. (autora: sei... você? boazinha?) (Léc: deixa eu contar a história? ... POR QUE VOCÊ ABREVIOU MEU NOME????) (autora: é mais bonitinho!)
- Sim, qual arma você prefere? Não se esqueça, é só uma provisória, quando você chegar no acampamento vai receber uma de verdade! Uma que será perfeita!
- Tirando as στιλέτα, σπαθιά, μαχαίρια και μαχαίρια (adagas, espadas, facas e punhais) o que tem?
Ele me pegou de surpresa! Como disse, tinha dardos pequenos, mas eram poucos e eu não sei onde está o arco e flecha. (autora: Ra! Eu disse que você era bagunceira! Ele te pegou muito bem!!!) (Léc: eu não sou bagunceira, mas é que a maioria prefere espada, então para que dardos?) (autora: prevenção?) (Léc: DUAS COISAS PARA VOCÊ!!! 1ª- VOCÊ ESTÁ ME IRRITANDO!!! 2ª - PARA DE ABREVIAR O MEU NOME!!!) (autora: continua a história!! Leitores impacientes estão esperando!!)
- Tem... Hmm... Dardos, aquele pequenos de jogos. Serve? - ele riu baixinho.
- Talvez - ele deve ter visto que eu fique incomodada com os aquela pergunta - quantos tem?
Puxa vida!! (Alé implorando: não tinha outra pergunta?) (autora: não você me chamou de chata, então merece!!) (Alé: volta para o Léc pelo menos!!!!) Fui pegar a sacola de dardos, abri e contei mentalmente... Deviam ter uns vinte, na última vez gue eu vi tinha isso ou um pouco mais... Terminei de contar e resultado doze???!!! Não é possível, contei de novo. Doze! Puxa vida!!! (autora: esquecida)
- Têm doze, deve no máximo acabar em uma semana. - respondi num tom de voz normal, mas decepcionada por dentro.
- Posso ver?
Dei o pacote para ele viu e falou:
- Gracias.
Fiquei um pouco confusa, mas percebi o agradecimento nos olhos dele.
- Bom, acho que é o suficiente...
- Posso ir? - claro que ele queria ir, (autora: óbvio)
- Pode, vá e não se perca.

POV: Will
Eu saí... extremamente feliz daquela casa!!! Só o ato de ir embora me deixou aliviado... Bom assim que a Alécto abriu a porta eu andei calmamente por cem metros, até que quando a casa já estava bem longe eu disparei na velocidade máxima. Eu estava por volta de 60km/h, isso me deixava MUITO cansado.
Corri durante uma hora para algum lugar, sinceramente? Já estava perdido, na verdade eu nem sabia onde era aquela casa, então estou perdido desde hoje de manhã.
Quando parei deviam ser nove, dez horas, eu estava muito, mas muito cansado.
Dormi do mesmo jeito que ontem, sentado num beco escuro. Isso já esta tão comum... Foi só fechar os olhos que adormeci. No meu sonho tinha uma mulher lendo um livro em grego antigo, ela estava sentada em um trono a sala tinha paredes roxas com desenhos inexplicáveis num tom mais escuro. Ela segurava o livro com a mão direita e algumas chaves com a mão esquerda. Deitado ao lado do trono estava uma pantera estava sentada observando a senhora fazer a fazer a leitura.
- κυρία Εκάτη (Lady Hécate)? - olhei para os lados procurando quem falou - Achou o que procurava?
Tudo bem... Aquela é Hécate, a deusa da magia, por quê não estou surpreso? Ela abaixou o livro, e eu percebi, comum choque, que era aquela mulher com quem eu tinha sonhado. O cabelo castanho caía com uma trança no ombro esquerdo, os olhos castanho escuros tinham um brilho violeta. Ela estava usando um vestido de um azul escuro quase preto com detalhes em dourado.
- Sim, Pánthira. Eu sei que você está curiosa, então vou ler para você.
Pánthira é pantera em grego, é diferente, mas se ver o significado é pouco criativo...
A Lady começou a 'história'.
- "Algumas vezes as pessoas decidem ter um filho com a pessoa por quem está apaixonada, mas ama verdadeiramente e não sabe onde está. Esses casos são muito raros, então tem bem poucos relatos sobre isso. Quando acontece, normalmente o filho ou a filha dessas ocasiões, possui características dos dois 'pais' (com duas 'mães' isso não acontece). Então a criança pode possuir poucas características do pai, e a personalidade, aparência pode ser mais parecida com a pessoa amada verdadeiramente."
Ela parou com um suspiro.
- Um livro único, escrito em edição única pela própria Afrodite. Estou impressionada, acho que nem Athena sabia disso! - Hécate continuou
Ela olhou diretamente pra mim. Logo depois tudo escureceu.
E a última coisa que me lembro de ter ouvido é uma risada melodiosa, calma e com sons que pareciam sinos ao vento.


POV: Katherine
(Katherine: autora... pode colocar Kath?) (autora:tudo bem.)
POV: Kath
Bom, hoje vou falar sobre o meu primeiro dia no acampamento. (N/A: representante aos capítulos 1 e 2) Assim que cheguei a Helena e a Lilian mostraram o acampamento para nós (eu, Theo e Clair). Eu conheci a conselheira chefe do chalé 4 a Katie... Ela é exatamente o meu oposto. Tem os cabelos castanhos claro e os olhos amendoados, mas já nos tratamos como irmãs. Clair e Theo ficaram nos chalés dezoito e dezenove.
Nossa tarde foi ótima, mas agora eu quero contar de hoje...
Já faziam dois dias que saímos da escola, só hoje (quarta feira) que o Argos pode levar o Quíron  para ver se conseguiam tirar o Will da escola. Eu estava ansiosa para ver a reação dele com tudo isso... Seria tão legal ter ele aqui!
Não pensem bobeira! Ele é um irmão para mim!
Eu estava sentada olhando para a colina esperando minha vez no arco e flecha. Já faziam algumas horas que Quíron tinha saído.
- Kath?
Olhei para cima era a Katie.
- Já é a minha vez? - puxa o tempo tinha passado rápido!
- Sim está na sua vez.
Peguei o arco e flecha, mirei e... errei, tentei mais uma vez, dois pontos, é arco e flecha não é minha arma. Perguntei para o Will, o líder do chalé de Apolo e professor substituto de arco e flecha, se já poderia sair da aula. Ele deixou.
Fui na direção da casa grande.
Cheguei lá, e fui bem recebida pelo senhor Dioníso com um:
- O que está fazendo aqui Catarina?
'Que bom humor', pensei.
- É Katherine.
 - É a mesma coisa!
Graças aos deuses, Quíron chegou ao Acampamento pouco depois. Logo que chegou foi falar comigo.
- Kath, o seu amigo não estava na escola.
Depois dessa frase fiquei abismada. Desde quando o Will faltava aula?
- Tem certeza? - estava preocupada.
- Sim, você deu o sobrenome 'de Vega' certo?
- Sim - não pude evitar, a minha voz tremeu.
- Bom, segundo os professores, os únicos que faltaram as aulas depois da segunda foram esse garoto, Theo, Clair e você. - abaixei a cabeça meus olhos estavam marejados, eu não sabia o que pensar... 'E se aconteceu alguma coisa?'- Fui até a casa da mãe dele depois disso. - isso chamou minha atenção, a tia Lag sempre dava um jeito de descobrir alguma coisa - e ela me disse que tinha mandado ele para cá na segunda, mas ele decidiu vir andando, então não sei quanto tempo ele vai demorar. Mas ela deixou bem claro: só fique preocupado depois do meio dia de sábado.
Bom, já melhorei, a tia sempre acerta, então, até Sábado no almoço ele tem que estar aqui. Fui para a área de chalés, chegando a Helena me viu e gritou para alguém. A Lilian se aproximou e elas vieram na minha direção. A Lily estava com um sorriso, mas logo esse sorriso se desfez, deixando uma expressão confusa.
- Oi - falei, eu suspeitava que elas queriam falar comigo alguma coisa.
- Olá, vamos ver se você acha a sua arma no galpão?
Outro sorriso tinha voltado para o rosto da Lilian, uma mais verdadeiro.
- Minha o que?
το όπλο του (Sua arma.) - Helena disse o mais calma possível
- Ah, tem certeza de que eu preciso?
- Todos precisam, eu ainda não achei a minha arma e minha mãe não me deu nenhuma. Eu pedi para os filhos de Hefesto fazerem uma provisória, porque eu fui lutar na guerra, e ainda estou com elas, como provisórias. - respondeu a Lilian, levemente irritada.
- Tudo bem... Vamos para onde?
Lilian se virou e apontou para um galpão que parecia ser de jardinagem. Elas foram andando em silencio. Quando Helen abriu a porta do galpão eu levei um susto!
Armas de várias épocas estavam nas paredes, a maioria estava empoeirada, mas tinham algumas que me chamaram a atenção, mas não gostei de nenhuma. Quando percebi algo brilhante no fundo do galpão... Tentei ver mais alguns detalhes, percebi que era um chaveiro com as argolas de bronze. Το λάτρεψα !!(Eu amei!!)
Λοιπόν .. Θα ήθελα να πω ότι ήταν δροσερό για να το όμορφο δαχτυλίδι και είπαν τα κορίτσια σε ένα χαμηλό τόνο ότι ήταν αυτός που ήθελα. (Bom... Eu gostaria de dizer que fui calma para pegar aquele lindo chaveiro e disse para as meninas num tom baixo que era aquele que eu queria.)
Mas as coisas nunca ocorrem como imaginamos. Eu gritei, super hiper alto:
- AQUELA COISA BRILHANTE LÁ NO FUNDO É MINHA!!!!
E corri em disparada para pegar aquela  coisa bela!
Viu? Super normal...
Quando aquela obra de arte estava em minha mão, eu suspirei. Era um chaveiro belíssimo! Com flores entalhadas de um tom vermelho rosado, as folhas eram de um verde cintilante. As argolas eram de bronze celestial. AQUILO É UMA OBRA DE ARTE!!! A COISA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI NA VIDA!!!
Quando voltei para mostrar para a Helena e a Lilian, as duas estavam passando a mão nos ouvidos, eu acho que exagerei no grito. (autora: você acha?)  Mostrei para elas o que eu achei. Helena ficou boquiaberta! E Lilian ficou com um brilho diferente nos olhos. Ela disse περίεργος (curiosa):
- Pense que isso esta virando uma arma.
- O QUE? Como uma coisa assim pode ser uma arma?
A Helena me respondeu.
- Bom... Minhas pulseiras são simples, eu apenas faço esse movimento - ela fez um movimento mínimo, e de repente ela estava com duas adagas na mão - e as pulseiras somem, virando adagas.
- Você quer dizer que esse chaveiro em minha mão é uma arma?
- Sim!!! Agora finja que está segurando uma arma. Uma espada! - a Lilian devia estar super impaciente!! (autora: você não viu nada)
Eu fechei a mão imaginando que lá havia uma espada. Logo, eu estava segurando uma espada... de esgrima?? (autora: também.) De Mosqueteiros! Lembrei. Ela é linda! Maravilhosa, perfeita para mim.
A impaciência da Lily se transformou em satisfação.
- Vá para a arena. O Percy está dando aulas hoje.

POV: Lily
Eu estava feliz, curiosa e triste ao mesmo tempo, mas não demonstrava. Feliz, porque a Kath achou sua arma em questão de segundos. Triste, porque eu ainda não tinha achado a minha, as minhas provisórias eram muito boas, mas não perfeitas, elas eram um pouco pesadas. Curiosa, pois apenas hoje que eu vi a aura da Kath completa!! ISSO É MUITTO CURIOSO!! NÃO ERA PARA ACONTECER!!
- Terra para Lilian! Você está ouvindo? Lilian responda! - Helen disse
Ela estava passando a mão na frente do meu rosto. Eu empurrei a mão dela e dei um meio sorriso.
- Vamos ver a aula da Kath, para dar apoio moral, por favor! - ela pediu.
- Tudo bem vamos, se você quiser.
Nem preciso dizer que ela me arrastou para lá, quando chegamos Percy estava mostrando alguns movimentos práticos para a Kath. Logo depois que ele repassou tudo com ela.
Um filho de Άρης (Ares) chegou e perguntou para Percy:
- Com quem eu posso lutar? Preciso de ação!
Percy pensou por um momento e respondeu:
- Com a Katherine acho que será o suficiente, mas é a primeira aula dela, então cuidado.
- O QUE? - ele falou indignado - De quem você é filha? - virando-se para Kath
- Deméter - ela disse isso com respeito na voz.
Ele riu em tom provocativo.
Καταπολέμηση με αν τολμάς! (Lute comigo se tiver coragem!) - eu tapei minha mão com a boca, ela falou isso para um filho de ARES!!!! Não consegui assimilar o que ela disse!!!
- Ela disse aquilo mesmo, ou foi impressão - a Helen sussurrou para mim.
Não respondi, estava chocada demais. Aquele brutamontes pegou a espada e andou pesadamente até Kath.
- Eu sou filho de Ares se não percebeu criança! EU NUNCA, NUNCA TENHO MEDO!!! - ele estava super raivoso!! E por incrível que pareça Kath nem se encolheu, pelo contrário, assumiu uma postura confiante.
Ela estava lutando bem para uma primeira vez, ela fazia uns movimentos com os pés que pareciam uma dança, infelizmente ela se distraiu por um segundo. O filho de Ares tirou a espada da mão dela e jogou-a dois metros de distancia, derrubou a Kath no chão, se levantou rapidamente e colocou a  ponta da espada na garganta dela. As mãos dela tremiam levemente e ele disse vitorioso:
- Acho que venci!
A coisa mais incrível aconteceu, ela deu um olhar de persistência para ele e atrás dele nasceram trepadeiras, três, para ser mais exata. Duas se enrolaram nos braços do... 'suposto vencedor' (Lily suplicante: qual o nome dele????) (autora: não sei!! 'pensando' Leandro, tanto faz!) (filho de Ares: Tanto faz?! Senhora, você me coloca na história sem saber o meu nome?) (autora: sim! E EU NÃO SOU SENHORA!!) (LILY: DEIXA EU CONTINUAR!!) Leandro e uma foi diretamente para a espada dela. Leandro tentou se partir as trepadeiras com a força bruta, normalmente, as plantas dos filhos de Deméter não são muito resistentes, mas o Leandro não conseguiu mover um músculo, as trepadeiras puxaram ele para trás e a outra, que pegou a espada colocou a  arma na mão da Kath e deu uma rasteira naquele filho de Ares irritante! Ele caiu com força no chão e as trepadeiras continuaram a prende-lo. Katherine levantou rapidamente e apontou a espada para a garganta dele.
- Quem ganhou? - ela perguntou para ele vitoriosa
- Você! - INCRÍVEL!! Ele estava tremendo.
- Você perdeu para uma... - ela continuou, saboreando a vitória.
- Filha de Deméter.
Ela deu um sorriso contagiante, vitorioso. As trepadeiras sumiram e o filho de Ares saiu correndo. Nós (Kath, Helen e eu) caímos na gargalhada. Foi o dia mais engraçado daquela semana!!! Eu adorei!!

 
Capítulo 5 - Velhas e Novas Amizades
Dia 15 de junho de 2013 - Sábado
POV: Lilian
Alguém estava me sacudindo, tentando me acordar.
- Lilian, acorda!! - era um sussurro urgente.
Coloquei o travesseiro na cabeça e resmunguei:
- Helena, é Sábado!! Por que a pressa?
- Não sou a Helena.
Levantei o travesseiro. Minha visão ainda estava embaçada de sono, mas reconheci πρόσωπο πριγκίπισσας, γκρίζα μάτια και σγουρά ξανθά μαλλιά (o rosto de princesa, os olhos cinzas e o cabelo loiro cacheado).
- Annabeth?! O que foi? - Sussurrei.
- Vamos sair, procurar mais meio-sangues. É a última manhã!
- Que horas são?
- Quinze para as seis.
- O que? Eu não vou!! Eu quero dormir!!!!
- Vamos... Só por uma hora! - ela estava implorando...
- Uma!!
- Tudo bem!!! O Percy já ta na van e a Helena esta se arrumando!!
***
meia hora depois... Na van
Estava chateada, Helen estava caindo de sono, o Percy estava quase dormindo no volante andando por volta de 25km/h. (ou menos)
- Por que estamos aqui mesmo? - nós três perguntamos ao mesmo tempo para a Annie.
- Bom... Χείρωνα (Quíron) pediu para eu procurar meios-sangues, até a hora do almoço.
- O QUE?? - eu explodi - ATÉ A HORA DO ALMOÇO?????? VOCÊ DISSE QUE ERA SÓ UMA HORA!!!!
Ela deu de ombros.
- Eu achei que se agente saísse mais cedo, daria para achar mais...
Todos gemeram, inclusive Percy. Ele continuou passeando pela cidade.
7h 00min
- Helena. - sussurrei.
- Hum, fala. - ela falou isso, e logo depois bocejou
- Me lembra de acordar a Annie uma da manhã.
- Concordo. - ela estava super sonolenta.
Pouco depois ela estava dormindo.
8h 00min
Sono
Sono
e...
Sono
9h 00min
- Oi, quando é que nós vamos voltar para o acampamento? - Percy perguntou
- Quando acharmos um meio-sangue! - Annie disse.
Suspirei.
- Mas... Sabidinha, quem é que vai andar por Nova York nove da manhã de Sábado? - Percy continuou.
Ela lançou um olhar ultra intimidador, que faria Άρης (Ares) sair correndo chamando pela mamãe. E Percy ficou quieto.
10h 15min
Enquanto passávamos em frente uma banca de jornal, eu senti alguma coisa. Uma sensação, um meio-sangue estava próximo. Aquela sensação foi forte, então, ele quem quer que seja, havia passado ha pouco tempo.
- Percy, vá devagar! - pedi, ele desacelerou e Annie perguntou.
- O que foi?
- Um meio sangue passou por aqui, não faz muito tempo. - falei.
- De as instruções para acharmos ele antes dos monstros! - Percy falou urgentemente.
Tradução: " De as instruções para acharmos ele logo, para voltarmos para o acampamento o mais rápido possível"
- Siga reto, vire a esquerda e siga reto por dez quadras. Depois disso eu salto e vou sozinha. - disse isso quase que em transe.
Em quinze minutos chegamos no lugar que eu tinha falado. Desci e me despedi da Annie e... Bom, do Percy eu tentei, mas foi só ele estacionar que ele dormiu.
Andei por pouco tempo, então eu vi que a sombra da Aura daquele meio-sangue, ela levava até um beco escuro. Engoli em seco, mas continuei caminhando para achá-lo.Estava me aproximando. Eu não sabia o que fazer! Com a Helena e a Annie foi mais fácil, mas agora... eu estava sozinha!
«Αυτό που μου οι σκιές κρύβουν» ('Que as sombras me escondam') Pensei, normalmente quando eu pensava isso as pessoas só me achavam quando eu queria. Eu prestei mais atenção no beco em que eu me encontrava. Ele era vagamente familiar... Ai que eu lembrei, mas não podia ser!! Seria muita coincidência. Andei mais um pouco e ouvi um barulho, não consegui conter minha curiosidade fui até lá.
Eu vi uma sombra se movendo na escuridão, logo depois... Eu vi... Não sabia se ficava feliz ou outra coisa. Eram os mesmos olhos castanhos escuros que eu vi no outro sonho! Eles, mostravam várias coisas ao mesmo tempo, desconfiança, atenção, e cansaço, mas o mais estranho, ele olhava diretamente para o local em que eu estava. Eu estava invisível, pelo menos acho, então decidi que era a hora de aparecer. Ele ficou mais desconfiado... Estou com medo. E eu só conseguia ver os olhos dele, então... Acho que ele também só via os meus, mais nada.
- Por que esta aqui? - ele perguntou com a voz fria
- Quero fazer uma conversa civilizada - disse levantando as mãos em sinal de rendição.
Ele ficou quieto. Bom... quem cala consente. Continuei.
- Meu nome é Lilian. Qual é o seu? - perguntei estendendo a mão, para uma apresentação amigável.
O divertimento tomou conta da expressão dele. Ele apertou minha mão.
- Sou Willian.
- Bom... Prazer, agora vamos conversar, sabe alguma coisa de mitologia grega.
O olhar dele estava divertido, bem melhor que aquela desconfiança.
- Θεοί, τιτάνες, Άρπυιες, Γοργόνες (deuses, titãs, harpias, Górgonas)... Preciso continuar?
- Não, já foi o suficiente. Tudo que você falou...
- Existe. - ele falou isso calmo, e eu fiquei atônita.
- Certo. Sabe sobre os semideuses? - ele me deu um olhar, tipo... 'preciso responder?'
- Tudo bem! Não responda. Bom... (Lily: não reclamem! eu exagero nos bons quando estou nervosa!) Eles também existem, e...
- Você também é uma? - puxa vida! ele não... espera ai! Ele perguntou também?? Ele já sabe, pelo visto.
- Sim, e eu e meus amigos queremos te levar para um...
- Acampamento.
Tive que engolir uma risada.
- Para de interromper, por favor. Sim, para um acampamento. Não fale nada, finja que você não sabe. - ele riu e concordou - lá nós recebemos treinamento, arco e flecha, e muito mais... Quer vir?
- Sim, mas onde fica o acampamento? - não entendi o olhar dele, mas, mesmo assim, respondi.
- Em Nova York, no estreito de...