Às vezes me parece...


Às vezes me parece,
 Que se eu for para Long Island eu encontrarei em uma colina um pinheiro com um Velocino de Ouro pendurado no galho mais baixo.
 Que atrás dessa colina eu encontrarei campos de morangos, uma Casa Grande pintada de azul, uma quadra de vôlei, um bosque com árvores que se transformam em meninas, um anfiteatro, uma arena de combate, uma ala de chalés diferentes um do outro, crianças treinando arco - e - flecha, andando com espadas e escudos nas mãos, um lago de canoagem com meninas que vivem embaixo d'água, uma parede de escalada que solta lava e treme.
 Que verei um centauro ensinando um garoto o jeito certo de se segurar um arco, sátiros conduzindo crianças para os chalés, e ninfas brincando de esconde-esconde.
 Que todas essas crianças estarão vestindo camisetas laranjas com as palavras "Camp Half-blood".
 Que lá fora estará chovendo, mas no acampamento não cairá uma gota.
 Que na praia estarão apenas um garoto e uma garota. O garoto faz ondas subirem para encharcar a menina, que o empurra com falsa raiva, mas o beija.
 Que quando a noite chegar eu irei jantar com os outros campistas num refeitório que não tem teto, e que depois nos sentaremos em volta de uma fogueira que muda de cor, para cantar músicas toscas sobre antigos mitos já esquecidos.
 Que quando eu for dormir em um beliche, com outras crianças que compartilham o quarto comigo, terei sonhos estranhos com um palácio maravilhoso que fica em cima do Empire State Building.
 
                                                                                   ***
 Às vezes me parece,
 Que se eu entrar em um velho guarda-roupa eu poderei encontrar árvores cobertas de neve e animais que falam.

 Que se eu for ao Brooklin poderei encontrar uma mansão onde moram crianças que podem fazer aparecer pinguins em lareiras e fazer hieróglifos egípcios transformarem-se em fogo, água, pássaros ou o que eu quiser.

 Que se eu entrar em um sítio nele estarão morando uma velhinha, seus netos Pedrinho e Lúcia e uma bonequinha de pano que é tão inteligente quanto as crianças, e uma cozinheira que prepara os melhores bolinhos de chuva que eu já comi.
 Que com essas crianças e um pouco de pó de pirimpimpim eu poderei chegar à Lua e conhecer Branca de Neve, Saci, Cinderela, Alladim, e todos os personagens com quem já participei de tantas aventuras.

                                                                                         ***
 Às vezes me parece que se eu acreditar só mais um pouquinho poderei escolher entre voar em um tapete mágico com um prícipe matando monstros ou em um pégaso com um mosqueteiro, combatendo dragões.

 É esse o poder dos livros sobre uma pessoa que os lê. Poder viajar para qualquer lugar, quando quiser, com quem quiser. Uma liberdade e poder para fazer o que quiser: voar, respirar de baixo da água, e lutar de espadas.

 Ler é descobrir novos mundos, novas formas de viver e de ser.
 Novas formas de sonhar.

 By Bia F. T.
Para onde VOCÊ que ir agora?


 

4 comentários:

  1. Bia, eu preciso falar com vc... eu vou ter que sair do concurso... eu descobri que fiquei de recuperação, vou ter que ficar estudando! :(
    Desculpa...

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  2. Acampamento meio-sangue, com certeza *-*

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  3. Nossa me emocionei com o seu texto, simples e muito bonito...
    Os livros nos transportam mesmo para todos os tipos de lugares... e nos fazem imaginar como seria estar dentro deles.
    Muito bom.
    Beijos

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  4. Bia eu precisaria pensar muito, pois amo narnia, hogwarts, o acampamento... ai LIVROS realmente fazem isso amei o post!!!

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