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sexta-feira, 25 de julho de 2014

#Coluna - O que passou prepara para o que virá


Por algum tempo tenho tentado escrever sobre esses primeiros meses do ano. Quando vi, já metade do ano se fora, e agora, até mesmo as férias se aproximam do fim. Talvez houvesse muito barulho em minha mente para que os pensamentos se organizassem em palavras. Foi um período de adaptação, novidade e saudade. Não posso dizer que foi fácil, mas sei que valeu a pena e que avancei um pouco em minha experiência de vida. Nada aconteceu de tão de extraordinário que tenha me surpreendido totalmente, e nada foi tão difícil que tenha me quebrado. Agora, parece bobagem, mas ainda sinto a importância desse curto período de alguns meses.

Como tudo aquilo que é de alguma importância para mim acaba tomando forma em palavras escritas, uma hora ou outra, esses últimos meses também precisavam ser registrados. Guardo minhas lembranças em palavras porque nem sempre há objetos específicos para guardar em minhas gavetas ou caixinhas, o que é até bom, já que quase não há mais espaço para esse tipo de coisa no meu quarto. Ou porque meus pensamentos apenas escoem para um texto feito água.

A questão é que ontem, depois de muito tempo, sentei e tive uma longa conversa com meu diário, um monólogo, como de costume, que não terminou até que fossem preenchidas seis ou sete folhas. Obviamente, não foi o suficiente para rabiscar detalhes ou aprofundar-me em todos os assuntos necessários, mas englobou tudo o que era mais importante, e agora sei que essas memórias estão a salvo, e o que não foi escrito pode ser facilmente despertado pelas palavras-chaves que formaram o breve conteúdo que tentava esclarecer seis meses em seis folhas.

É claro que também há pedaços, frases, textos avulsos que foram se acumulando ao longo desse semestre, e eles são, provavelmente, uma parte mais viva do retrato que ontem tentei pintar às pressas. São frutos frescos do instante em que o coração sentia, a mente pensava e o corpo vivia. Refletir sobre o passado não é o mesmo que estar vivendo no presente.

Porém, pensando no que era essencial a ser registrado naquelas páginas, resolvi que as principais impressões e emoções passados no espaço de tempo já citado se resumem no seguinte:

Saudade. "A ausência é uma presença dolorosamente silenciosa", escrevi um dia. Essa frase surgiu em minha mente nascida do coração, e descreve muito bem a saudade que duramente me retribuiu em troca de anos de amizades vividas de perto. As saudades foram constantes e difíceis de suportar. Sei que esse sentimento será sempre constante e cada vez maior ao longo dos anos, mas estou mais acostumada a ele, estou aprendendo a conviver com ele.

Novidade. As maiores foram as pessoas que conheci e com quem devagar, comecei novas amizades. Houve mais, mas para minha timidez, nenhuma novidade é mais difícil para que eu me adapte do que construir relações com novas pessoas.

Adaptação. Os dois aspectos acima dificultaram este. Precisei de coragem, e da referência de meus antigos amigos, que nunca o deixaram de ser, para não permitir que a tristeza me envolvesse e adaptar-me alegremente ao novo. Acho que sempre fui muito apegada ao que já passou, embora não devesse. Foi assim dessa vez, mas nada voltará de qualquer forma, então não posso perder tempo lamentando a passagem do tempo. Quem mais me ajuda com tudo isso, e com tudo o mais que há na vida, é Deus, pois sem ele, eu não seria nada e minha força de vontade desapareceria.

Também muitas vezes senti-me só em meio a várias pessoas, pois queria estar junto de outras. Então aprendi a ampliar meu horizonte para conhecer aqueles que estavam perto de mim, e os momentos de solidão diminuíram. Vi que os períodos de ausência daqueles que eu já amava faziam os momentos de presença ainda melhores, e permitiram que eu conhecesse aqueles a quem passei a amar mais recentemente. E, acima de tudo, fizeram-me sentir que nunca estou de fato só porque Jesus jamais me deixa e jamais deixará.

Muitos outros sentimentos passaram por mim, ficaram ou desapareceram, mas existiram. Agora sinto-me mais preparada para começar de novo o ciclo - por um mês interrompido- de provas, estudos, e tudo o mais. Não, isso nunca assustou-me. Corrigindo-me, estou mais preparada para ir e ser o mais feliz possível, como sempre fui, apesar das saudades, dos compromissos, da rotina e das condições. Aprendi muito nesses últimos meses, e agora sigo em frente confiante, contente, e grata pela minha vida.

Beatriz F. T.
25/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Oi!!

A resenha de hoje é de um clássico da literatura inglesa, um romance de época (século XVIII, mais precisamente) que continua a encantar os leitores de todas as gerações.
Estou particularmente satisfeita por ter lido Orgulho e Preconceito por dois motivos: 1) Apaixonei-me pela obra de Jane Austen desde que li Emma há menos de um mês atrás, portanto estava ansiosíssima para ler outro romance dela, que me encantou assim como o primeiro; 2) Li a obra no original, em inglês, já que era única versão que tinha aqui em casa. Como foi o primeiro livro de tamanho razoável que li em inglês, no início estava um pouco hesitante, mas aceitei o desafio e mergulhei na leitura com lápis e papel do lado para anotar o vocabulário novo. Agora, duas semanas depois, acabou sendo uma experiência enriquecedora e muita divertida!

Certo, então vamos à resenha!

Da coleção Jane Austen da Martin Claret
Sinopse:
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Skoob
***
 A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.
Edição que li: Editora Penguin Books

Elizabeth Bennet foi a heroína preferida de Jane Austen, com razão. Lizzy é a segunda das cinco filhas e a preferida do pai, porém a menos preferida da mãe pelo seguinte motivo: além da beleza, é uma mulher inteligente, prudente e alegre, e seu caráter não contém a futilidade e vaidade presentes em muitas mulheres da época, incluindo suas irmãs mais novas. A ambição de Elizabeth não é casar-se por nenhum interesse além do verdadeiro amor, ao contrário de sua mãe, de quem o maior objetivo é casar as cinco filhas com homens que tragam benefícios financeiros para a família. Esse tipo de comportamento é criticado e ilustrado ironicamente durante a história.

A fiel confidente da protagonista durante todo o enredo é sua irmã mais velha, Jane, sensata e gentil, tentando sempre ser imparcial e agradar a todos. Ela é uma personagem tão agradável quanto Lizzy, embora não tenha sua vivacidade. Por ser a mais velha, é nela que se concentram as maiores esperanças de casamento, principalmente com a chegada de dois jovens e belos homens na vizinhança.

Os dois homens são amigos próximos: o sr. Bingley, que traz consigo sua irmã e o sr. Darcy. Bingley logo é visto com bons olhos por toda a vizinhança, por seu jeito cortês e amigável. Porém, o sr. Darcy é logo classificado como orgulhoso, já que, apesar de igualmente educado e bonito, raramente fala com alguém a não ser que seja questionado. Bingley e Jane logo estão se dando bem e sentindo os sintomas do amor.
Outro homem que aparece na vida dos Bennet é um primo distante, sr. Collins, futuro herdeiro de Longbourn (casa dos Bennet). Seu principal objetivo em visitar os parentes é desposar uma das belas irmãs. No decorrer dos acontecimentos, porém, ao ser recusado por Elizabeth, ele acaba se casando com uma amiga dela, apesar de mal conhecê-la. O sr. Collins é um dos personagens mais (propositalmente) irritantes, na minha opinião. Que cara chato!
Elizabeth, na verdade, estava mais interessada no belo sr. Wickham, um oficial. Ele tem antigas desavenças com o sr. Darcy, de modo que este cai cada vez mais no desinteresse de Lizzy, enquanto o oficial é cada vez mais estimado.
Enquanto isso, o sr. Darcy começa a prestar cada vez mais atenção na protagonista, apesar de ter feito pouco caso dela quando a viu pela primeira vez:“Ela é tolerável, mas não bela o bastante para me tentar."
Misteriosamente, Bingley resolve deixar Netherfield e voltar para Londres, justo quando parecia que ele iria pedir Jane em casamento. Lizzy desconfia que foi influenciado pela arrogante irmã e por Darcy, já que são ricos e a família Bennet seria de uma classe um pouco mais baixa. Porém, antes de irem embora, Darcy propõe casamento à própria Elizabeth:
Em vão tenho lutado sem sucesso. Deve permitir que eu te diga o quão ardentemente te admiro e te amo.
Obviamente, a surpresa jovem recusa, já que ela não tinha nenhuma estima por Darcy e até mesmo seu pedido de casamento foi feito em tom orgulhoso. No dia seguinte, ele lhe escreve uma carta esclarecendo a verdade sobre o que ela ouviu por parte de Wickham e sobre a interferência no relacionamento de Bingley.
A partir daí, a história se desdobra de modo que Elizabeth tem que lutar para superar seu preconceito contra Darcy e compreendê-lo, assim como ele passa a combater seu orgulho e ter esperança de que um dia ela o ame.
Há muitas outras reviravoltas na história, como a fuga de imprudente Lydia (outro personagem propositalmente irritante), irmã mais nova de Lizzy, com um oficial da guarda e as revelações sobre o verdadeiro caráter de Wickham.
Os personagens são MUITO bem construídos e a leitura é fluída, repleta de diálogos interessantes e filosóficos, em especial aqueles que envolvem Elizabeth e Darcy, que no início estão sempre argumentando. Também adorei a conversa entre Lady Catherine e Lizzy quase no final do livro, onde nossa heroína mostra o quanto é decidida e sensata. Os fatos acontecem sucessivamente, prendendo nossa a atenção ao livro. Você se chateia, alegra e surpreende com Elizabeth.
O desfecho é o final feliz que todos esperamos para a protagonista e os demais personagens a quem nos afeiçoamos, como Jane, mas sem ser romântico ou açucarado demais, é romantismo na dose certa.
Aliás, algo que gostei bastante tanto nesse livro quanto em Emma, é que o final não é previsível desde o começo do livro, na verdade quando você começa a ler não dá pra saber como vai terminar. E mesmo que a partir de certo ponto já dê para ter uma visão superficial do desfecho, você precisa saber como se chegará a ele.
A obra é um perfeito quadro de caracterização do caráter humano e crítica a certas personalidades, e apesar de ser ficcional e escrita há muito tempo, permanece atual e realista.
Portanto, esse clássico eu posso recomendar sem hesitação, vá em frente e leia!
— Não posso fixar a hora ou o lugar. Isto já foi há muito tempo. Eu já estava no meio e ainda não sabia que tinha começado.
Nota: 10,00

Estou apaixonada pelos livros de Jane Austen e, inclusive, comprei uma edição 3 em 1 da Martin Claret que vem com Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito (claro que vou reler agora em português!) e Persuasão. Não vejo a hora de lê-los! (E tipo, essa edição 3 em 1 era o mesmo preço de um único desses livros!)

Ficha técnica:
(Recomendo: edição da Martin Claret - Coleção Jane Austen vol. 2)


Título: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Tradução: Roberto Leal Ferreira
Editora: Martin Claret
Nº de páginas: 480
Adaptações cinematográficas:
(1940) Orgulho e Preconceito, estrelado por Greer Garson e Laurence Oliver;
(2005) Orgulho e Preconceito, estrelado por Keira Knightley (indicada ao Oscar) e Matthew Macfadyen.


Já leram? O que acharam do livro e da resenha?
Deixem suas opiniões aí nos comentários :)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Tag: Sugestões

E cá estou eu outra vez, para responder uma tag de sugestões.

1. Blog que o indicou: 
Meu Mundo em Tons Pastéis

                                      2. Sugira: 
O Rei Leão
- um filme: O Rei Leão (porque sim <3)

- uma comida: Macarrão
- uma música: Lego House - Ed Sheeran

- uma série: O Mistério de Anúbis

- um livro: Emma, da Jane Austen


3. Sugira duas outras coisas diferentes que as anteriores:
- lugar: praia (uma tranquila, do tipo que poucas pessoas conhecem)

- jogo: Piano Tiles 

 4. Indique 10 blogs para para fazer a tag: 
Deixo livre para quem quiser fazer!

É isso aí, obrigada pela indicação, Mirelle! Admito que eu estava meio sem criatividade para responder hoje, mas valeu assim mesmo.
Em breve estarei respondendo outra tag bem legal e exclusivamente literária, acho que vão gostar :)

Lançamentos das Editoras Biruta e Gaivota!

Olá!

Hoje vim dar mais algumas dicas de leitura: os lançamentos mais recentes da Editora Biruta. Estes são mais voltados para o público infantil, um ótimo incentivo para as crianças, que quanto antes forem apresentadas aos livros, melhor, não acham? Então, se você tem filhos ou irmãos mais novos, vale a pena conferir esses lançamentos. E se não tem, nada impede que eles lhe despertem interesse, pois eu mesma amo de coração vários livros desse gênero. Afinal, para lê-los não há idade!
Vamos lá?

Primavera
Editora Biruta
Autor: Oskar Luts
Tradutor: Paulo Chagas de Souza
Ilustrador: Sandra Jávera
Nº de págs.: 432
Faixa etária: a partir de 10 anos
Sinopse:
Em uma cidade do interior da Estônia, Arno Tali e seus amigos farão incríveis descobertas enquanto aguardam a chegada da estação mais esperada do ano: a Primavera.
Entre aulas de matemática, histórias de terror, festas de batizado e batalhas de bolas de neve, o livro contará o dia a dia desses meninos e meninas que levam um estilo de vida simples (e muito divertido!).  
A narrativa, sensível e detalhada, se passa em um colégio paroquial e traz vários aspectos da cultura estoniana e das influências herdadas da cultura russa, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo, no início do século XX.  A tradução da obra para o português foi feita diretamente do idioma estoniano, o que enriqueceu ainda mais os aspectos culturais de Primavera, bem como as ilustrações, em preto e branco, que caracterizam o estilo rural da época da narrativa.
Apesar de ser uma história temporal, as crianças de hoje em dia conseguem facilmente criar relações com os personagens, mediante o contato entre os jovens, as brincadeiras e travessuras, as relações familiares e as semelhanças das dificuldades em crescer. Por isso, este é considerado um romance universal, abrangendo temas de todas as culturas.
Primavera é um clássico da literatura estoniana e é comparado a Charles Dickens (Oliver Twist) e Mark Twain (As Aventuras de Tom Sawyer).

Esse livro despertou meu interesse pela capa, sinopse e por ser comparado ao clássico As Aventuras de Tom Sawyer, que é um daqueles livros que trago no coração! Fiz até uma resenha aqui no blog em 2011 (!), meio mal feita, já que na época eu estava começando a resenhar, e já fazia muito tempo que eu lera Tom Sawyer.

A Camisa Amarela da Seleção Brasileira
Editora Gaivota
Autores: Gilson Yoshioka e Myriam Chinalli
Ilustrador: Rafael Antón
Nº de págs.: 44
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
O personagem dessa história é Marcelo: brasileiro, descendente de japoneses e, como grande parte da população brasileira, é também um apaixonado por futebol. Vivia uma infância comum e tranquila, até o dia em que virou piada entre os colegas por usar uma camisa amarela da seleção brasileira. Desde então, passou a ser visto como um garoto sem identidade “que torce pelo time de outro país”. Mas, ao invés de se deixar abater, o garoto foi atrás de suas raízes para tentar entender o motivo da gozação dos colegas.
Nessa busca, Marcelo acaba descobrindo a importância de respeitar a diversidade das raças e culturas do povo brasileiro. Além disso, seu amor pelo futebol o transforma em um craque das quadras e campos, conquistando o público com suas habilidades. Após concluir o ensino médio, decide cursar jornalismo e, finalmente, realiza o sonho de se tornar um cronista esportivo, aproveitando a oportunidade para homenagear a seleção brasileira em sua primeira crônica.
De maneira simples, os autores tratam de temas como a imigração japonesa e sua cultura inserida no Brasil, relações familiares, preconceito racial, bullying e a importância de não abandonar os sonhos.
Em pleno cenário de Copa do Mundo, Gílson Yoshioka e Myriam Chinalli prendem a atenção do leitor com uma escrita que provoca reflexões profundas a respeito do comportamento dos brasileiros em relação aos imigrantes. As ilustrações de Rafael Antón completam a obra literária promovendo sensibilidade e identidade, assim como o projeto gráfico que remete aos símbolos do futebol e à bandeira brasileira, representada nas cores azul e amarela.
 
O prefácio de Tostão, eterno craque da seleção brasileira e campeão mundial na Copa do Mundo de 1970, presenteia a obra, ressaltando a sensibilidade da linguagem utilizada e a exposição tão sincera da temática.

A Copa do Mundo 2014 pode ter terminado (Alemanha mereceu muito esse título! Mas isso não vem ao caso...), mas a paixão nacional pelo futebol não acaba nunca, assim como a generosidade dos brasileiros em receber turistas e imigrantes. O interessante de A Camisa Amarela da Seleção Brasileira é que os autores juntaram esses assuntos e muitos outros em um único livro!

O Dia Em Que B Apareceu
Editora Biruta
Autora: Milu Leite
Ilustrador: Sergio Magno
Nº de págs.: 108
Faixa etária: a partir de 9 anos
Sinopse:
Bernardo, um adolescente superdotado, vive as descobertas e os conflitos de alguém que não encontra lugar em seu meio e se refugia na literatura, escrevendo uma história cujos personagens são inspirados em um grupo de jovens que ele observa da janela de seu apartamento. Em O dia em que b apareceu, a escritora e jornalista Milu Leite traz uma novela policial que lança mão da metalinguagem para falar da forma como uma obra pode ser escrita: em duas narrativas que ocorrem simultaneamente.
 
Seu primeiro grande achado é utilizar os mesmos personagens de O dia em que Felipe sumiu, seu livro anterior, agraciado em 2006 com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil (3º lugar), uma história escrita por Bernardo (o mencionado b do título), agora sob a óptica de um autor-narrador-personagem revelado em sua intimidade. A história contada por b gira em torno da investigação empreendida pelos amigos Dora, Hipotenusa, Farelo, Felipe e do cachorro Tobias, a fim de elucidar o desaparecimento de um músico famoso na década de 70.
 
Com habilidade, Milu vai costurando as duas narrativas, que não escapam do desafio de compor um painel muito particular da vida de um garoto e sua obra, propondo um instigante questionamento dos limites entre ficção e realidade, verdade e mentira, solidão e inclusão. As tipografias em cores diferentes facilitam o entendimento das sequências, bem como as ilustrações recortadas e bastante vivas de Sergio Magno que conversam muito bem com a trama, num tom bem-humorado.

O que me chamou atenção na sinopse foi o personagem principal, o B, e o fato de ser um livro policial, gênero de que gosto muito. Quero ler!
Lembrando que O Dia em que Felipe Sumiu, livro anterior da autora, com os mesmos personagens, será relançado pela Biruta em breve!

 O Que eu Vi Por Aí
 Editora Biruta
Autor: Cyro de Mattos
Ilustrador: Marta Ignerska
Nº de págs.: 44
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
“Aí, eu vi o sol que acordava lá onde o céu faz uma curva. Abria seu olho enorme para ver se ainda restavam algumas sombras da noite nos passos da madrugada”.
Essa é a história de uma criança sonhadora passeando pelo mundo. Aquilo que seus olhos enxergam pode se transformar em um cenário magnífico, onde as ondas do mar são leões com jubas brancas e os raios de sol são as pernas finas e compridas de uma aranha dourada.
Em O que eu vi por aí, indicado para crianças a partir de 8 anos, o autor Cyro de Mattos aproxima os pequenos (e grandes) leitores de um universo mágico e divertido, com direito às ilustrações vivas e coloridas da polonesa Marta Ignerska. Cada página traz um novo ângulo de visão, onde o texto se mistura com a arte e conduz o leitor como se fosse o guia de um city tour.
Essa tal de criança sonhadora da qual a história se trata me lembra muito eu mesma, que sempre fui uma criança sonhadora! Inventando histórias, passeando entre as páginas de um livro, usando a imaginação... Sabe de uma coisa?, ainda sou uma criança!



Gostaram dos lançamentos? Presenteiem as crianças com um livro! Ou a si mesmo ;)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Morada das Lembraças - Daniella Bauer

Mais uma resenha para vocês, dessa vez uma das publicações recentes da nossa parceira Biruta. É o emocionante Morada das Lembranças, da Daniella Bauer.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Brasileiros Na Vitória E Na Derrota

Futebol, um traço marcante da sociedade brasileira. Copa do Mundo, um evento onde jogadores de futebol lutam para vencer um jogo de cada vez, com o desejo de conquistar a taça, o título, a vitória, representando muito mais do que seus próprios talentos, representando seu país. Brasil, o país sede da Copa de 2014, a única seleção a ser pentacampeã, com o sonho de ganhar seu hexacampeonato.
Juntando tudo isso, sentimos a expectativa dos brasileiros, a esperança de uma vitória em casa. Mais do que isso, somos representados diante do mundo querendo que todos vejam o nosso brilho, o que temos de bom apesar de nossos defeitos.
Nessa grande festa, os brasileiros torcem, apoiam sua seleção com o objetivo de que estes nos representem da melhor maneira possível. Há verde e amarelo colorindo as ruas, os corpos e os rostos. Mesmo aqueles que nada sabem de futebol se unem em um único grito seja diante de uma televisão, seja dentro de um estádio. Jogo a jogo, seja qual for o adversário, a dificuldade, sempre há esperança de vitória.
Nos emocionamos em pênaltis, nos irritamos nos erros do juiz e até mesmo com nossos próprios jogadores, e nos alegramos em cada gol da nossa seleção. A cada etapa nos vemos mais perto do hexa tão esperado.
Até que chegamos a uma semifinal, e de repente, vemos nossas esperanças caíram por terra a cada vez que o time adversário balança nossa rede: uma, duas, três... sete vezes. A maior derrota da história de nossa seleção. Nas arquibancadas, lágrimas correm, os fanáticos se desesperam e mesmo aqueles que menos se importam com o esporte sentem a tristeza e o pesar de ver seu país perder as chances da vitória. Vergonha diante do mundo. Se não por nós mesmos, pelos jogadores que lutaram e sonharam em representar seu país.
Existem muitos dos milhares de brasileiros que se revoltam contra os adversários, e nos envergonham ainda mais com atos violentos. Há ainda os que se revoltam contra a própria pátria como se o futebol fosse a base de sua nacionalidade. Tem quem fique completamente abatido.
Mas, no fim, na alegria ou na tristeza, campeão ou não, não deixamos de ser brasileiros. Nossa esperança fica para um terceiro lugar, embora ele não tenha nem de longe o gosto do primeiro. A goleada dói, deixa um gosto amargo de derrota. E nem por isso somos menos brasileiros. Assim como continuamos o sendo diante da corrupção de nosso governo, da "cultura" muitas vezes vergonhosa de nosso povo. Perder no futebol é o menor de nossos problemas. É claro que desejávamos todos brilhar diante do mundo, mostrar nossa capacidade. Fizemos o que pudemos, e assim seguimos.
Obrigada aos jogadores que nos representaram. Também sinto decepção pela eliminação, porém continuo torcendo por eles, por nós, pelo Brasil. Se deixamos o campo em lágrimas não importa, e sim continuarmos cantando: Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor.

David <3

Minhas Leituras no Twitter!

Boa noite, pessoas!

Hoje não é um dos dias mais felizes para os brasileiros, já que nossa seleção perdeu feio a chance de ser hexa, mas... Também hoje resolvi expandir as fronteiras do Minhas Leituras para o Twitter!
Então, se você é leitor do blog, por favor, siga-o no twitter: @bialeituras ou clique no botão seguir aí na barra lateral.
E aproveite para curtir nossa página no Facebook: Minhas Leituras.

Então vamos lá, leitores e torcedores, não há nada melhor do que livros para nos consolar! ;D


domingo, 6 de julho de 2014

Resenha: Emma - Jane Austen

Olá, leitores!

Hoje vim postar mais uma resenha para vocês, sobre o primeiro livro que li nas férias. Preparem-se para várias outras resenhas ao longo do mês, pois férias é tempo de ler muito! Estou agora lendo dois livros, tenho mais um esperando na estante, e uns cinco que quero comprar... Sabem como é, livros nunca são demais.

Eis a resenha de Emma:


"Metade do mundo não consegue compreender os prazeres da outra metade."  - Emma, Jane Austen