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domingo, 31 de agosto de 2014

A Seleção - Kiera Kass

"Maxon, espero que encontre uma pessoa sem a qual não possa viver. Espero muito. E desejo que nunca precise saber como é tentar viver sem ela." - A Seleção.

Olá mais uma vez, leitores queridos do meu coração! (Não, não estou exagerando, eu realmente amo vocês tanto assim!). Agosto foi um mês em que eu li uma trilogia inteira (A Seleção) e mais outro livro, porém não resenhei nenhum desses livros até agora. Portanto, resolvi começar pela trilogia já que muita gente está interessada por ela.

Começaremos, portanto, com a introdução da série que vem encantando muitos adolescentes ultimamente, uma distopia que apresenta a América do Norte do futuro, agora chamada de Illéa, uma única nação, dividida em oito castas e governada por uma monarquia. Na família real, mais um príncipe chegou à idade de escolher sua esposa, que virá a governar a seu lado quando tornar-se rei, e seguindo a tradição da monarquia de Illéa, trinta e cinco garotas de toda a nação, de todas as castas, serão selecionadas para conhecer o adorável príncipe Maxon e fazer o possível para conquistar seu coração. Assim, inicia-se A Seleção, romance que contrasta a realeza e as demais classes sociais, diferentes temperamentos humanos, a dúvida e, principalmente, a batalha travada nos corações.

Sinopse:
Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.
***

America Singer, a protagonista do livro, nos é apresentada imediatamente no início do livro, afinal, ela é a narradora personagem. Ela recebeu a carta enviada para todas as jovens de Illéa, com o relatório que deve ser preenchido caso a moça queira participar da Seleção. Para a maioria, provavelmente não há dúvidas sobre isso. A Seleção é a oportunidade de virar Um, ser da realeza, ter o melhor nível de vida possível, ganhar uma coroa e... Conquistar o coração do belo príncipe Maxon.
Porém, America já tem sua vida planejada. Ela é uma garota da casta Cinco, os artistas e músicos, trabalha tocando e cantando em festas de pessoas que geralmente são de castas acima da dela. Ama seu trabalho, sua família e seu namorado secreto, Aspen. Ele é da casta Seis, principal motivo de seu namoro ser secreto, trabalha duro para sustentar a família e ama America. Os dois têm tanta certeza de seu futuro juntos que nunca houve motivos para temerem que algo pudesse separá-los. Porém, a garota tem a oportunidade de participar da Seleção e sua mãe a pressiona, desejando para a filha e para toda a família um futuro melhor. Afinal, o simples de fato de ser uma das selecionadas já eleva-os para a casta Três. Aspen também pede a America para se inscrever, querendo vê-la sempre melhor do que já está, mesmo que isso signifique que possa perdê-la. Depois dele e da família tanto insistirem, ela acaba se inscrevendo, certa de que não será escolhida.
Entretanto, ela é obviamente escolhida para disputar com outras trinta e quatro garotas de todo o reino pelo coração do príncipe. Justo ela, que tinha sua vida planejada, por mais que soubesse que dificilmente subiria de casta; ela, que amava Aspen; ela, que nunca tivera o menor interesse por Maxon. De repente, America é envolvida em uma aventura supervisionada por câmeras, fama, luxo, vestidos, garotas amigáveis e outras terríveis, e tempo indeterminado longe da família e de seu amor. 
Logo, ela conhece o príncipe, que acaba sendo mais do que ela esperava. Além de bonito, é gentil e engraçado, revelando ser mais bondoso do que o rei. Maxon de cara gosta de America, por mais que ela insista em ser apenas sua amiga, pois ainda está apaixonada por Aspen.
Ao longo da narrativa, ela vai conhecendo melhor o príncipe e afeiçoando-se a ele, apaixonada ou não, fazendo amizade com algumas das outras meninas, como Marlee, e suas criadas, e vivendo uma situação que ela nunca imaginara ser tão confortável, principalmente por ser uma Cinco. Por outro lado, ela tem que conviver com garotas que a veem apenas como inimiga, e descobre que os ataques rebeldes que vinham acontecendo nos últimos tempos ao palácio são mais frequentes do que os cidadãos saibam, presenciando alguns. Assim, entre encantos e desencantos America ganha uma nova perspectiva do futuro que pode ter.
***

Achei o livro bom, no geral, embora não tenha superado minhas expectativas. A narrativa é centrada principalmente no romance e nas dúvidas de America, que é uma personagem divertida: engraçada, sensível, talentosa e amigável. Apesar de hesitante em andar na elegância do palácio, que contrasta com a casinha que dividia com os pais e irmãos em Carolina, ela consegue superar e acostumar-se bem à qualquer situação. Ela não se subestima nem se coloca acima dos outros, dá para notar sua simplicidade e beleza enquanto ela narra sua história. Sua relação com Maxon certamente não começa da maneira que deveria, ela já tinha sua opinião errada formada sobre ele e acabou se enganando. Obviamente, ela se arrepende e se desculpa com ele, que é compreensivo e está disposto a fazer o que puder para que ela se sinta bem no palácio.
Mas são exatamente os comportamentos inesperados de America que cativam Maxon. O príncipe está nervoso, ansioso, com a pressão que está vivendo para escolher a futura esposa entre tantas garotas. Além disso, ele continua sofrendo o descaso de seu pai, o rei Clarkson, que nunca o leva à sério. Nosso mocinho é também um personagem adorável: bonito, engraçado, compreensivo e bom, apesar de inseguro. É claro o motivo pelo qual todas as garotas são apaixonadas por ele.
Apesar de todas as qualidades de Maxon, desde o início gostei de Aspen tanto quanto America. Entendi sua posição de não conseguir esquecê-lo durante todo o livro, apesar dos encantos do príncipe. Aspen era trabalhador, inteligente e amável, fora sua certeza por dois anos.
Todos os outros personagens são bem trabalhados, pois a narração é ótima. A escrita de Kiera Kass é leve e não deixa nada a desejar, fazendo a leitura ser muito rápida e fluída. Li todos os livros rapidamente. Sobre a história em si, acho que a parte dos rebeldes e a construção da parte distópica poderia ter sido mais especificada e trabalhada. Seria muito interessante se viesse à luz o resto do mundo, não apenas a Seleção, embora a intenção da autora fosse criar um romance, não uma trama de ação.

Bem, minha opinião é basicamente essa: o livro é bom, toda leitura vale a pena, mas não foi tudo o que eu esperava. A verdade é que raramente me apaixono por um livro muito focado em um romance. Mas algo que chamou minha atenção na história foi o contraste entre as classes sociais: realeza, castas mais altas, médias e completamente baixas, que aparecem mais nos próximos livros.

Nota: 7,0

Ficha técnica:
Título: A Seleção
Autora: Kiera Kass
Tradutor: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
Nº de págs.: 368
Booktrailer:

Gostaram da resenha? Postarei sobre os próximos livros o mais rápido possível!

domingo, 24 de agosto de 2014

Bienal do Livro 2014: Eu fui!

Olá, leitores!

Tentando ignorar as cinco resenhas que tenho para publicar, vim contar para vocês minha experiência na Bienal do Livro ontem, 23, em São Paulo. Foi decidido super de última hora, então não foi possível aproveitar tudo, e além do mais isso só seria possível se eu comparecesse em todos os dias do evento, já que cada dia traz um autor, uma atração diferente.


Chegamos lá às cinco e pouco da tarde e ficamos mais ou menos meia hora na fila (enorme) para comprar os ingressos. Entramos bem na hora em que começava o bate-papo com a Kiera Kass na Arena Cultural, sendo que dava para ouvir os gritos de longe. Obviamente, fiquei bem no fundo, mas subindo numa cadeira dava pra ver direitinho a Kiera, os telões também ajudaram bastante. Foram feitas algumas perguntas pelo organizador da Bienal e a autora falou um pouco sobre porquê começou a escrever, sobre os dois livros de A Seleção que ela irá lançar, etc.. Depois foram feitas perguntas da plateia e a Kiera se mostrou muito simpática com todos. De vez em quando a histeria dos fãs era meio chata, porque mal dava para escutar a resposta dela, mas okay. Ao final das perguntas, começou a sessão de autógrafos, para a qual as senhas tinham sido distribuídas pela manhã.
Sim, seria legal um autógrafo, mas não tinha como, e já foi legal pelo menos vê-la.
Então passeei pelos estandes, a maioria estava lotado, pelo menos os que eu mais queria ver. Mas depois de algumas horas começou a esvaziar e até que consegui ver bastante livros. Tinha um painel lindo de Percy Jackson no da Intrínseca, onde, aliás, compramos o livro A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert e pegamos vários marcadores (hehe).


Fazendo um resumão, foi isso. Não foi muito, mas valeu a pena a experiência!
E vocês? Foram ou ainda vão na Bienal? Contem-me suas experiências, estou curiosa!

Bjs, Bia.

P.S.: prometo que as resenhas não vão demorar!

domingo, 17 de agosto de 2014

Bienal do Livro + Concurso Cultural Ed. Biruta + Lançamento

Oi, gente!

Andei meio inativa por aqui e sinto muito por isso, mas a justificativa é a de sempre: escola. Quando se tem muitas ocupações, mesmo em meu tempo livre para entrar na internet acabo ficando sem energia para postar.
Mas falemos sobre coisas mais felizes!

A Bienal do Livro está se aproximando e sei que tem muita gente animadíssima! Afinal, que leitor não ama esse evento? Apesar de eu não poder ir, estou ansiosa para ouvir os relatos de amigos que vão e, claro, de vocês! Quem aí vai na Bienal?

Falando nisso, vim divulgar para vocês um Concurso Cultural muito legal da editora Biruta para blogueiros (sendo parceiros ou não). É chamado Um Futuro Sem Livros, inspirado no livro 2083, de Vicente Muños Puelles. A proposta do concurso é imaginar como seria a vida sem os livros! Vá ao estande da Biruta (G700) e leve uma carta destinada às pessoas do futuro, explicando qual o grande valor dos livros e por que elas terão que lutar para o mundo literário nunca deixe de existir. Ao final do evento, será feito um sorteio dos textos e o vencedor receberá por correio um exemplar de 2083 e terá o texto publicado no blog da Biruta e Gaivota. Além disso, todos os textos ficarão em exposição durante a Bienal.
Para participar é só preencher o seguinte formulário, imprimir e levar ao estande da Biruta durante a Bienal!
Se quiser o formulário em pdf pode me avisar que eu envio por e-mail!

Regras:
– Duração do concurso: 22 a 31 de agosto de 2014;
– Apenas blogueiros e blogueiras poderão participar (parceiros ou não);
– Só serão aceitos os textos impressos no formulário em anexo, preenchido por completo;
– Só serão válidos os textos inscritos no estande das Editoras Biruta e Gaivota. Não aceitaremos textos enviados por e-mail;
– O vencedor receberá um e-mail de notificação sobre o sorteio e deverá confirmar o recebimento em, no máximo, 5 dias. Se isso não acontecer, será realizado um novo sorteio.
 – Todos os textos ficarão armazenados no banco de dados das Editoras Biruta e Gaivota e poderão ser divulgados no #blogbirutagaivota a qualquer momento.

Estarei torcendo por vocês!
Aproveitando a oportunidade, não deixe de conferir a programação do estande da Biruta e pegar seu cupom de desconto!
Cupom de desconto:





Agora, uma dica de livro para comprar por lá é o lançamento Quissama - O Império dos Capoeiras. Segue a sinopse:


É isso aí, pessoal! Tem muitas outras coisas legais para falar sobre a Bienal, autores estrangeiros, muitas editoras com ótima programação, etc.! Espero que quem for se divirta muito e conte-me tudo depois! Deixem seus planos para a Bienal nos comentários :D


sábado, 2 de agosto de 2014

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

Olá!!!

Fiquei a semana toda sem postar, mas agora estou voltando com várias resenhas para vocês. A primeira é sobre o primeiro livro de uma série, o "volume um da trilogia de cinco" O Guia do Mochileiro das Galáxias - Não Entre em Pânico, aclamado como um dos maiores clássicos da ficção científica.


Sinopse:
Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.
Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
- See more at: http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/ver/110#sthash.249bJbde.dpuf
Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.
Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
- See more at: http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/ver/110#sthash.249bJbde.dpuf
Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.
Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
Saraiva
***
"Não entre em pânico".
 
O principal motivo de ter comprado o livro foi porque essa edição da Arqueiro estava apenas R$10,00 e, como já tinha lido uma resenha positiva sobre ele, não pude perder a promoção (haha).
Em primeiro lugar, tenho de admitir que a Douglas Adams era um sujeito extremamente criativo e inteligente, o que muito transparece no livro.
A história começa a surpreender logo no início, quando o planeta Terra é simplesmente demolido e Arthur Dent escapa, pegando uma carona com o amigo de outro planeta, Ford Prefect, que fazia pesquisa de campo na Terra para O Guia do Mochileiro das Galáxias. Juntos eles embarcam em uma grande aventura, conhecem o presidente da galáxia e visitam planetas desconhecidos, além de descobrirem revelações inimagináveis.
Toda essa aventura é regada a humor e criatividade. Sério, precisei gargalhar e parei para rir em vários trechos, às vezes simplesmente pela ironia ou pelas piadas que os personagens ofereciam. Aliás, os personagens são ótimos! É tudo muito louco, divertido e intrigante, porém sem ficar sem sentido ou perder o interesse. A leitura é muito fluída e rápida, já que é um livro de apenas 156 páginas (nessa edição). O final te deixa muito ansioso para saber, principalmente, a pergunta sobre a questão da "Vida, o Universo e Tudo o Mais", já que a resposta (42) já nos foi dada.
Apesar de todos esses pontos a favor da história, não posso dizer que me apaixonei completamente. Talvez eu simplesmente não concorde com alguns aspectos abordados pelo autor ou talvez o enredo não tenha me cativado por completo. Não sei explicar exatamente o que me desagradou, mas fiquei hesitante em ler a continuação, embora esteja curiosíssima para saber o desfecho. Na verdade, percebi que realmente não curto esse gênero literário, por mais que tenha de admitir que esse livro é um fenômeno da ficção científica. Já tentei outro livro do tipo e também não gostei muito.
Enfim, isso é uma questão de gosto, mas a genialidade do autor é inegável! E é impossível não se divertir e rir, partindo do ponto em que você descobre que o item indispensável à um mochileiro é uma toalha! ;)
Nota: 7,0
Três estrelas no Skoob, correspondente a "Bom".

Ficha técnica:
Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias (Vol. 1 da série com o mesmo nome)
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Nº de págs.: 156

E quanto a vocês, mochileiros, já leram? Concordam ou discordam de minha resenha? Estou aberta às suas opiniões, então deixem-nas aí nos comentários para conversarmos um pouco!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

#Coluna - O que passou prepara para o que virá


Por algum tempo tenho tentado escrever sobre esses primeiros meses do ano. Quando vi, já metade do ano se fora, e agora, até mesmo as férias se aproximam do fim. Talvez houvesse muito barulho em minha mente para que os pensamentos se organizassem em palavras. Foi um período de adaptação, novidade e saudade. Não posso dizer que foi fácil, mas sei que valeu a pena e que avancei um pouco em minha experiência de vida. Nada aconteceu de tão de extraordinário que tenha me surpreendido totalmente, e nada foi tão difícil que tenha me quebrado. Agora, parece bobagem, mas ainda sinto a importância desse curto período de alguns meses.

Como tudo aquilo que é de alguma importância para mim acaba tomando forma em palavras escritas, uma hora ou outra, esses últimos meses também precisavam ser registrados. Guardo minhas lembranças em palavras porque nem sempre há objetos específicos para guardar em minhas gavetas ou caixinhas, o que é até bom, já que quase não há mais espaço para esse tipo de coisa no meu quarto. Ou porque meus pensamentos apenas escoem para um texto feito água.

A questão é que ontem, depois de muito tempo, sentei e tive uma longa conversa com meu diário, um monólogo, como de costume, que não terminou até que fossem preenchidas seis ou sete folhas. Obviamente, não foi o suficiente para rabiscar detalhes ou aprofundar-me em todos os assuntos necessários, mas englobou tudo o que era mais importante, e agora sei que essas memórias estão a salvo, e o que não foi escrito pode ser facilmente despertado pelas palavras-chaves que formaram o breve conteúdo que tentava esclarecer seis meses em seis folhas.

É claro que também há pedaços, frases, textos avulsos que foram se acumulando ao longo desse semestre, e eles são, provavelmente, uma parte mais viva do retrato que ontem tentei pintar às pressas. São frutos frescos do instante em que o coração sentia, a mente pensava e o corpo vivia. Refletir sobre o passado não é o mesmo que estar vivendo no presente.

Porém, pensando no que era essencial a ser registrado naquelas páginas, resolvi que as principais impressões e emoções passados no espaço de tempo já citado se resumem no seguinte:

Saudade. "A ausência é uma presença dolorosamente silenciosa", escrevi um dia. Essa frase surgiu em minha mente nascida do coração, e descreve muito bem a saudade que duramente me retribuiu em troca de anos de amizades vividas de perto. As saudades foram constantes e difíceis de suportar. Sei que esse sentimento será sempre constante e cada vez maior ao longo dos anos, mas estou mais acostumada a ele, estou aprendendo a conviver com ele.

Novidade. As maiores foram as pessoas que conheci e com quem devagar, comecei novas amizades. Houve mais, mas para minha timidez, nenhuma novidade é mais difícil para que eu me adapte do que construir relações com novas pessoas.

Adaptação. Os dois aspectos acima dificultaram este. Precisei de coragem, e da referência de meus antigos amigos, que nunca o deixaram de ser, para não permitir que a tristeza me envolvesse e adaptar-me alegremente ao novo. Acho que sempre fui muito apegada ao que já passou, embora não devesse. Foi assim dessa vez, mas nada voltará de qualquer forma, então não posso perder tempo lamentando a passagem do tempo. Quem mais me ajuda com tudo isso, e com tudo o mais que há na vida, é Deus, pois sem ele, eu não seria nada e minha força de vontade desapareceria.

Também muitas vezes senti-me só em meio a várias pessoas, pois queria estar junto de outras. Então aprendi a ampliar meu horizonte para conhecer aqueles que estavam perto de mim, e os momentos de solidão diminuíram. Vi que os períodos de ausência daqueles que eu já amava faziam os momentos de presença ainda melhores, e permitiram que eu conhecesse aqueles a quem passei a amar mais recentemente. E, acima de tudo, fizeram-me sentir que nunca estou de fato só porque Jesus jamais me deixa e jamais deixará.

Muitos outros sentimentos passaram por mim, ficaram ou desapareceram, mas existiram. Agora sinto-me mais preparada para começar de novo o ciclo - por um mês interrompido- de provas, estudos, e tudo o mais. Não, isso nunca assustou-me. Corrigindo-me, estou mais preparada para ir e ser o mais feliz possível, como sempre fui, apesar das saudades, dos compromissos, da rotina e das condições. Aprendi muito nesses últimos meses, e agora sigo em frente confiante, contente, e grata pela minha vida.

Beatriz F. T.
25/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Oi!!

A resenha de hoje é de um clássico da literatura inglesa, um romance de época (século XVIII, mais precisamente) que continua a encantar os leitores de todas as gerações.
Estou particularmente satisfeita por ter lido Orgulho e Preconceito por dois motivos: 1) Apaixonei-me pela obra de Jane Austen desde que li Emma há menos de um mês atrás, portanto estava ansiosíssima para ler outro romance dela, que me encantou assim como o primeiro; 2) Li a obra no original, em inglês, já que era única versão que tinha aqui em casa. Como foi o primeiro livro de tamanho razoável que li em inglês, no início estava um pouco hesitante, mas aceitei o desafio e mergulhei na leitura com lápis e papel do lado para anotar o vocabulário novo. Agora, duas semanas depois, acabou sendo uma experiência enriquecedora e muita divertida!

Certo, então vamos à resenha!

(A resenha contém spoilers!)

Da coleção Jane Austen da Martin Claret
Sinopse:
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Skoob
***
 A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.
Edição que li: Editora Penguin Books

Elizabeth Bennet foi a heroína preferida de Jane Austen, com razão. Lizzy é a segunda das cinco filhas e a preferida do pai, porém a menos preferida da mãe pelo seguinte motivo: além da beleza, é uma mulher inteligente, prudente e alegre, e seu caráter não contém a futilidade e vaidade presentes em muitas mulheres da época, incluindo suas irmãs mais novas. A ambição de Elizabeth não é casar-se por nenhum interesse além do verdadeiro amor, ao contrário de sua mãe, de quem o maior objetivo é casar as cinco filhas com homens que tragam benefícios financeiros para a família. Esse tipo de comportamento é criticado e ilustrado ironicamente durante a história.

A fiel confidente da protagonista durante todo o enredo é sua irmã mais velha, Jane, sensata e gentil, tentando sempre ser imparcial e agradar a todos. Ela é uma personagem tão agradável quanto Lizzy, embora não tenha sua vivacidade. Por ser a mais velha, é nela que se concentram as maiores esperanças de casamento, principalmente com a chegada de dois jovens e belos homens na vizinhança.

Os dois homens são amigos próximos: o sr. Bingley, que traz consigo sua irmã e o sr. Darcy. Bingley logo é visto com bons olhos por toda a vizinhança, por seu jeito cortês e amigável. Porém, o sr. Darcy é logo classificado como orgulhoso, já que, apesar de igualmente educado e bonito, raramente fala com alguém a não ser que seja questionado. Bingley e Jane logo estão se dando bem e sentindo os sintomas do amor.
Outro homem que aparece na vida dos Bennet é um primo distante, sr. Collins, futuro herdeiro de Longbourn (casa dos Bennet). Seu principal objetivo em visitar os parentes é desposar uma das belas irmãs. No decorrer dos acontecimentos, porém, ao ser recusado por Elizabeth, ele acaba se casando com uma amiga dela, apesar de mal conhecê-la. O sr. Collins é um dos personagens mais (propositalmente) irritantes, na minha opinião. Que cara chato!
Elizabeth, na verdade, estava mais interessada no belo sr. Wickham, um oficial. Ele tem antigas desavenças com o sr. Darcy, de modo que este cai cada vez mais no desinteresse de Lizzy, enquanto o oficial é cada vez mais estimado.
Enquanto isso, o sr. Darcy começa a prestar cada vez mais atenção na protagonista, apesar de ter feito pouco caso dela quando a viu pela primeira vez:“Ela é tolerável, mas não bela o bastante para me tentar."
Misteriosamente, Bingley resolve deixar Netherfield e voltar para Londres, justo quando parecia que ele iria pedir Jane em casamento. Lizzy desconfia que foi influenciado pela arrogante irmã e por Darcy, já que são ricos e a família Bennet seria de uma classe um pouco mais baixa. Porém, antes de irem embora, Darcy propõe casamento à própria Elizabeth:
Em vão tenho lutado sem sucesso. Deve permitir que eu te diga o quão ardentemente te admiro e te amo.
Obviamente, a surpresa jovem recusa, já que ela não tinha nenhuma estima por Darcy e até mesmo seu pedido de casamento foi feito em tom orgulhoso. No dia seguinte, ele lhe escreve uma carta esclarecendo a verdade sobre o que ela ouviu por parte de Wickham e sobre a interferência no relacionamento de Bingley.
A partir daí, a história se desdobra de modo que Elizabeth tem que lutar para superar seu preconceito contra Darcy e compreendê-lo, assim como ele passa a combater seu orgulho e ter esperança de que um dia ela o ame.
Há muitas outras reviravoltas na história, como a fuga de imprudente Lydia (outro personagem propositalmente irritante), irmã mais nova de Lizzy, com um oficial da guarda e as revelações sobre o verdadeiro caráter de Wickham.
Os personagens são MUITO bem construídos e a leitura é fluída, repleta de diálogos interessantes e filosóficos, em especial aqueles que envolvem Elizabeth e Darcy, que no início estão sempre argumentando. Também adorei a conversa entre Lady Catherine e Lizzy quase no final do livro, onde nossa heroína mostra o quanto é decidida e sensata. Os fatos acontecem sucessivamente, prendendo nossa a atenção ao livro. Você se chateia, alegra e surpreende com Elizabeth.
O desfecho é o final feliz que todos esperamos para a protagonista e os demais personagens a quem nos afeiçoamos, como Jane, mas sem ser romântico ou açucarado demais, é romantismo na dose certa.
Aliás, algo que gostei bastante tanto nesse livro quanto em Emma, é que o final não é previsível desde o começo do livro, na verdade quando você começa a ler não dá pra saber como vai terminar. E mesmo que a partir de certo ponto já dê para ter uma visão superficial do desfecho, você precisa saber como se chegará a ele.
A obra é um perfeito quadro de caracterização do caráter humano e crítica a certas personalidades, e apesar de ser ficcional e escrita há muito tempo, permanece atual e realista.
Portanto, esse clássico eu posso recomendar sem hesitação, vá em frente e leia!
— Não posso fixar a hora ou o lugar. Isto já foi há muito tempo. Eu já estava no meio e ainda não sabia que tinha começado.
Nota: 10,00

Estou apaixonada pelos livros de Jane Austen e, inclusive, comprei uma edição 3 em 1 da Martin Claret que vem com Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito (claro que vou reler agora em português!) e Persuasão. Não vejo a hora de lê-los! (E tipo, essa edição 3 em 1 era o mesmo preço de um único desses livros!)

Ficha técnica:
(Recomendo: edição da Martin Claret - Coleção Jane Austen vol. 2)


Título: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Tradução: Roberto Leal Ferreira
Editora: Martin Claret
Nº de páginas: 480
Adaptações cinematográficas:
(1940) Orgulho e Preconceito, estrelado por Greer Garson e Laurence Oliver;
(2005) Orgulho e Preconceito, estrelado por Keira Knightley (indicada ao Oscar) e Matthew Macfadyen.


Já leram? O que acharam do livro e da resenha?
Deixem suas opiniões aí nos comentários :)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Tag: Sugestões

E cá estou eu outra vez, para responder uma tag de sugestões.

1. Blog que o indicou: 
Meu Mundo em Tons Pastéis

                                      2. Sugira: 
O Rei Leão
- um filme: O Rei Leão (porque sim <3)

- uma comida: Macarrão
- uma música: Lego House - Ed Sheeran

- uma série: O Mistério de Anúbis

- um livro: Emma, da Jane Austen


3. Sugira duas outras coisas diferentes que as anteriores:
- lugar: praia (uma tranquila, do tipo que poucas pessoas conhecem)

- jogo: Piano Tiles 

 4. Indique 10 blogs para para fazer a tag: 
Deixo livre para quem quiser fazer!

É isso aí, obrigada pela indicação, Mirelle! Admito que eu estava meio sem criatividade para responder hoje, mas valeu assim mesmo.
Em breve estarei respondendo outra tag bem legal e exclusivamente literária, acho que vão gostar :)

Lançamentos das Editoras Biruta e Gaivota!

Olá!

Hoje vim dar mais algumas dicas de leitura: os lançamentos mais recentes da Editora Biruta. Estes são mais voltados para o público infantil, um ótimo incentivo para as crianças, que quanto antes forem apresentadas aos livros, melhor, não acham? Então, se você tem filhos ou irmãos mais novos, vale a pena conferir esses lançamentos. E se não tem, nada impede que eles lhe despertem interesse, pois eu mesma amo de coração vários livros desse gênero. Afinal, para lê-los não há idade!
Vamos lá?

Primavera
Editora Biruta
Autor: Oskar Luts
Tradutor: Paulo Chagas de Souza
Ilustrador: Sandra Jávera
Nº de págs.: 432
Faixa etária: a partir de 10 anos
Sinopse:
Em uma cidade do interior da Estônia, Arno Tali e seus amigos farão incríveis descobertas enquanto aguardam a chegada da estação mais esperada do ano: a Primavera.
Entre aulas de matemática, histórias de terror, festas de batizado e batalhas de bolas de neve, o livro contará o dia a dia desses meninos e meninas que levam um estilo de vida simples (e muito divertido!).  
A narrativa, sensível e detalhada, se passa em um colégio paroquial e traz vários aspectos da cultura estoniana e das influências herdadas da cultura russa, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo, no início do século XX.  A tradução da obra para o português foi feita diretamente do idioma estoniano, o que enriqueceu ainda mais os aspectos culturais de Primavera, bem como as ilustrações, em preto e branco, que caracterizam o estilo rural da época da narrativa.
Apesar de ser uma história temporal, as crianças de hoje em dia conseguem facilmente criar relações com os personagens, mediante o contato entre os jovens, as brincadeiras e travessuras, as relações familiares e as semelhanças das dificuldades em crescer. Por isso, este é considerado um romance universal, abrangendo temas de todas as culturas.
Primavera é um clássico da literatura estoniana e é comparado a Charles Dickens (Oliver Twist) e Mark Twain (As Aventuras de Tom Sawyer).

Esse livro despertou meu interesse pela capa, sinopse e por ser comparado ao clássico As Aventuras de Tom Sawyer, que é um daqueles livros que trago no coração! Fiz até uma resenha aqui no blog em 2011 (!), meio mal feita, já que na época eu estava começando a resenhar, e já fazia muito tempo que eu lera Tom Sawyer.

A Camisa Amarela da Seleção Brasileira
Editora Gaivota
Autores: Gilson Yoshioka e Myriam Chinalli
Ilustrador: Rafael Antón
Nº de págs.: 44
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
O personagem dessa história é Marcelo: brasileiro, descendente de japoneses e, como grande parte da população brasileira, é também um apaixonado por futebol. Vivia uma infância comum e tranquila, até o dia em que virou piada entre os colegas por usar uma camisa amarela da seleção brasileira. Desde então, passou a ser visto como um garoto sem identidade “que torce pelo time de outro país”. Mas, ao invés de se deixar abater, o garoto foi atrás de suas raízes para tentar entender o motivo da gozação dos colegas.
Nessa busca, Marcelo acaba descobrindo a importância de respeitar a diversidade das raças e culturas do povo brasileiro. Além disso, seu amor pelo futebol o transforma em um craque das quadras e campos, conquistando o público com suas habilidades. Após concluir o ensino médio, decide cursar jornalismo e, finalmente, realiza o sonho de se tornar um cronista esportivo, aproveitando a oportunidade para homenagear a seleção brasileira em sua primeira crônica.
De maneira simples, os autores tratam de temas como a imigração japonesa e sua cultura inserida no Brasil, relações familiares, preconceito racial, bullying e a importância de não abandonar os sonhos.
Em pleno cenário de Copa do Mundo, Gílson Yoshioka e Myriam Chinalli prendem a atenção do leitor com uma escrita que provoca reflexões profundas a respeito do comportamento dos brasileiros em relação aos imigrantes. As ilustrações de Rafael Antón completam a obra literária promovendo sensibilidade e identidade, assim como o projeto gráfico que remete aos símbolos do futebol e à bandeira brasileira, representada nas cores azul e amarela.
 
O prefácio de Tostão, eterno craque da seleção brasileira e campeão mundial na Copa do Mundo de 1970, presenteia a obra, ressaltando a sensibilidade da linguagem utilizada e a exposição tão sincera da temática.

A Copa do Mundo 2014 pode ter terminado (Alemanha mereceu muito esse título! Mas isso não vem ao caso...), mas a paixão nacional pelo futebol não acaba nunca, assim como a generosidade dos brasileiros em receber turistas e imigrantes. O interessante de A Camisa Amarela da Seleção Brasileira é que os autores juntaram esses assuntos e muitos outros em um único livro!

O Dia Em Que B Apareceu
Editora Biruta
Autora: Milu Leite
Ilustrador: Sergio Magno
Nº de págs.: 108
Faixa etária: a partir de 9 anos
Sinopse:
Bernardo, um adolescente superdotado, vive as descobertas e os conflitos de alguém que não encontra lugar em seu meio e se refugia na literatura, escrevendo uma história cujos personagens são inspirados em um grupo de jovens que ele observa da janela de seu apartamento. Em O dia em que b apareceu, a escritora e jornalista Milu Leite traz uma novela policial que lança mão da metalinguagem para falar da forma como uma obra pode ser escrita: em duas narrativas que ocorrem simultaneamente.
 
Seu primeiro grande achado é utilizar os mesmos personagens de O dia em que Felipe sumiu, seu livro anterior, agraciado em 2006 com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil (3º lugar), uma história escrita por Bernardo (o mencionado b do título), agora sob a óptica de um autor-narrador-personagem revelado em sua intimidade. A história contada por b gira em torno da investigação empreendida pelos amigos Dora, Hipotenusa, Farelo, Felipe e do cachorro Tobias, a fim de elucidar o desaparecimento de um músico famoso na década de 70.
 
Com habilidade, Milu vai costurando as duas narrativas, que não escapam do desafio de compor um painel muito particular da vida de um garoto e sua obra, propondo um instigante questionamento dos limites entre ficção e realidade, verdade e mentira, solidão e inclusão. As tipografias em cores diferentes facilitam o entendimento das sequências, bem como as ilustrações recortadas e bastante vivas de Sergio Magno que conversam muito bem com a trama, num tom bem-humorado.

O que me chamou atenção na sinopse foi o personagem principal, o B, e o fato de ser um livro policial, gênero de que gosto muito. Quero ler!
Lembrando que O Dia em que Felipe Sumiu, livro anterior da autora, com os mesmos personagens, será relançado pela Biruta em breve!

 O Que eu Vi Por Aí
 Editora Biruta
Autor: Cyro de Mattos
Ilustrador: Marta Ignerska
Nº de págs.: 44
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
“Aí, eu vi o sol que acordava lá onde o céu faz uma curva. Abria seu olho enorme para ver se ainda restavam algumas sombras da noite nos passos da madrugada”.
Essa é a história de uma criança sonhadora passeando pelo mundo. Aquilo que seus olhos enxergam pode se transformar em um cenário magnífico, onde as ondas do mar são leões com jubas brancas e os raios de sol são as pernas finas e compridas de uma aranha dourada.
Em O que eu vi por aí, indicado para crianças a partir de 8 anos, o autor Cyro de Mattos aproxima os pequenos (e grandes) leitores de um universo mágico e divertido, com direito às ilustrações vivas e coloridas da polonesa Marta Ignerska. Cada página traz um novo ângulo de visão, onde o texto se mistura com a arte e conduz o leitor como se fosse o guia de um city tour.
Essa tal de criança sonhadora da qual a história se trata me lembra muito eu mesma, que sempre fui uma criança sonhadora! Inventando histórias, passeando entre as páginas de um livro, usando a imaginação... Sabe de uma coisa?, ainda sou uma criança!



Gostaram dos lançamentos? Presenteiem as crianças com um livro! Ou a si mesmo ;)