Inconstância de uma semana [Texto]

Fonte: We <3 It

Inconstância de uma semana

Dias iguais, mergulhados em pensamento
Dúvidas de incertezas
Tediosa razão, falta da criatividade
Cordas que ressoam através do silêncio
Silêncio e música, tropeça a razão
Palavras parcialmente absorvidas.

Um dia das cores múltiplas da luz
Manhã escrita com as mais belas rimas
Chuva forte, altas gargalhadas
Ensinar, aprender, amizade
Vivas palavras.

Um dia violeta feito um borrão
Pressa, segurança das velhas conversas
Estudar, ajudar, felicidade pela felicidade
Pequenas expectativas.
Palavras imaginadas.

Um dia como uma fogueira que é levada pelo vento
Vivas chamas laranja que esmorecem
A sobra de uma luz melancólica
Sorriso desfeito em precoce pôr do sol
Chuva, pensamentos voam das cinzas
Embaçada a lente do mundo,
Mentes limitadas como ilhas,
Outras, canoas a navegar oceanos ignorados.

Um novo dia
Melodia de singelas teclas
Papéis, abundância de números.
Ideias que renovam, volta da criatividade
Provocação da curiosidade
Crepúsculo da inconstância,
Incessantes sonhos, pureza da felicidade
Transformam-se as palavras:
De remos a motores do navio
A desbravar além das ilhas,
Sobre os verdes mares da bondade.

Beatriz F. T., 25/04/2015


Tag - Skoob: minha estante virtual


Oi!

Quanto tempo! Duas semanas sem postar já dá aquela saudade do blog, então, como não deu tempo de preparar nada específico, resolvi responder essa tag do Skoob, em homenagem ao lançamento de seu app para Android (finalmente!). Diga-se de passagem, o que mais gostei no aplicativo é que dá pra encontrar o livro direto pelo código de barras (ou seja, já dá pra sair adicionando os livros aosdesejados, quero ler, etc., direto da livraria, haha!). Aliás, para quem não sabe, o Skoob é a maior rede social de leitores do Brasil, uma estante virtual onde você pode organizar os livros que já leu, quer ler, sua meta de leitura do ano, escrever resenhas, entre outras opções, além de compartilhar tudo isso com os amigos leitores que você encontra por lá. Se você possui uma conta e quiser me adicionar, fico feliz ;)

Ok, vamos às perguntas. Ah!, encontrei a tag no Meu Mundo em Tons Pastéis.

1. Quantos livros lidos você tem na aba LIDO do Skoob?
252.

2. Qual livro você está lendo?
Acabo de terminar A Abadia de Northanger e vou começar The Merchant of Venice e... ainda estou decidindo o outro.

3. Quantos livros tem na sua aba QUERO LER?
20.

4. Você está relendo algum livro? Qual é?
No momento não, embora esteja querendo reler vários.

5. Quantos livros você já abandonou?
Apenas um, A Montanha das Duas Cabeças. Costumo ler o livro até o final por mais que fique entediante ou que não goste do começo.

6. Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob?
22. Não cadastro todas as que escrevo no blog.

7. Quantos livros avaliados você tem na lista?
250.

8. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
25, embora seja uma coisa difícil de definir. Dentre eles estão O Diário de Anne Frank, As Crônicas de Nárnia, Razão e Sensibilidade, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, A Batalha do Labirinto, A Marca de Atena, Meu Pé de Laranja Lima.

9. Quantos livros você tem na aba TENHO?
155.

10. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
2. Na verdade não dou muita atenção a essa marcação, pois os livros que quero ler são automaticamente desejados, certo?

11. Quantos livros emprestados no momentos? Quais?
Quatro: A Culpa é das Estrelas, O Sangue do Olimpo, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e Duas Vezes na Floresta Escura.

12. Você quer trocar algum livro? Quais?
Não.

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
Até agora, são 19 esse ano, mas com certeza crescerá. Já li seis deles.

14. Qual é o número no teu paginômetro?
60105.

15. Qual o link do teu perfil no Skoob?
http://www.skoob.com.br/usuario/428609


Eu não compro livros. Eu os adoto. 

A importância da resenha para quem lê [Vida de Leitor #3]

Imagem: Moça com livro, 1879, José Ferraz de Almeida Júnior
O post da coluna Vida de Leitor desse mês é para aqueles leitores que também gostam de escrever sua opinião sobre livros ou textos e compartilhá-la em um blog/canal ou alguma outra rede social, ou de ler resenhas para conhecer mais sobre alguma obra antes da leitura e para saber o ponto de vista de outros leitores. Eu, por exemplo, gosto muito tanto de ler quanto de escrever resenhas, porque complementa a apreciação da obra.
Claro, tem também aqueles que precisam escrever resenhas para a faculdade ou buscam ser críticos literários. Mas aqui focamos em quem resenha por hobbie, ok?

Em primeiro lugar é importante ressaltar o que é exatamente uma resenha. De acordo com o site da PUC-RS, a resenha-crítica, na qual se encaixa as resenhas literárias que estamos enfatizando, é um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião,.
Encontramos novas resenhas literárias todos os dias sendo postadas em blogs, sites, canais no Youtube, jornais e revistas, e diversas redes sociais.

Bem, mas quais são os benefícios da resenha?

Do ponto de vista do leitor, a leitura de uma resenha aleatória pode despertar seu interesse por uma obra que você não conhecia ou te contar mais sobre alguma que já chamava sua atenção. Por exemplo, quantos leitores não passam pela cruel dúvida de comprar ou não determinado livro? Apesar de a resenha conter uma opinião individual, ela pode servir de base para sua escolha e organização.
Além disso, se você estiver lendo a resenha depois de ter lido o livro em questão, você poderá provavelmente reparar em algum detalhe ou aspecto ao qual você não tinha prestado muita atenção e ver a história do ponto de vista de outra pessoa, já que cada um pode fazer uma interpretação diferente de uma mesma história. Creio que isso seja importante principalmente em séries de livros, onde sempre tem uma questão para a qual são deixadas dicas sutis em cada volume, que às vezes passam despercebidas. O maior exemplo que tenho é As Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones), de George R. R. Martin. Quem nunca se sentiu como Jon Snow no meio de tanta confusão? Você não sabe nada, Jon Snow.


Do ponto de vista do resenhista, acredito que depois de um tempo, escrever sobre um livro, compartilhando a sua experiência literária e o seu ponto de vista com outras pessoas, é quase que uma extensão da leitura do próprio livro. Particularmente, escrever a resenha ou conversar mesmo com alguém que também leu, ajuda a definir minha opinião final sobre a história, principalmente se for uma obra mais densa, clássica ou uma daquelas de que todo mundo fala, porque acontece muito de sermos influenciados pelo que os outros acharam. Quando você precisa organizar as ideias, impressões e sensações que o livro despertou em você, o contexto passa a ser enxergado com mais clareza, até porque é necessário também um pouco de pesquisa (sobre o ano de publicação da obra, sobre o autor, se existem adaptações para o cinema ou TV, etc.) para poder inserir os leitores da resenha nesse contexto.
Enfim, tanto escrever quanto ler uma resenha pode ser complementar à leitura.


Atualmente, após uma leitura, principalmente quando gosto muito, costumo ler algumas resenhas no Skoob ou em blogs e canais antes de escrever a minha. Quando as leio, tenho a impressão de estar num debate pessoal, algo do tipo: concordo plenamente com isso, ou como assim ele não gostou disso?, talvez É, realmente isso poderia ter sido melhor. Assim, quando vou escrever minha própria opinião, tenho certeza da impressão que quero passar do livro: o que ele tem de melhor, de pior, se recomendo para todos ou apenas para determinado público-alvo, etc..
Agora, antes de ler, dependendo do que for, procuro algumas resenhas, principalmente em blogs que já conheço e sei que costumo me identificar, e opiniões de amigos meus, para ter uma base e saber se vai valer a pena.
Também já aconteceu de eu encontrar uma resenha aleatória e acabar amando o tal livro que eu nunca tinha ouvido falar, assim como já me disseram que viraram fã de alguma saga ou livro por meio de uma resenha minha (que diga-se de passagem, é um dos comentários mais gratificantes ever!).

Uma boa resenha literária, na minha opinião, é caracterizada por um breve resumo da história, acompanhado pela opinião, destacando seus aspectos positivos e negativos. Acho legal falar sobre a edição, sobre a capa, sobre os detalhes físicos do livro em geral, mas o que mais deve ser colocado em foco é o enredo e o contexto da obra, ou seja, o conteúdo.
Certo, tem mais uma coisa que eu gostaria de ressaltar: spoilers em resenhas. Não vejo problema algum desde que seja avisado no início do texto. Por favor, tenham atenção ao ler a resenha, já que se o aviso estiver lá e você não prestar atenção é bem chato colocar a culpa no autor.

Se estiverem afim de conhecerem livros novos ou conferirem algumas resenhas minhas, elas podem ser encontradas aqui no blog ou no meu perfil do Skoob.

E quanto a vocês, costumam ler ou escrever resenhas? Comentem aí embaixo para podermos discutir mais sobre esse tema. Não esqueça de dizer o que achou do post para eu poder melhorar nas próximas edições da coluna e, se quiser ver algum tema específico da Vida de Leitor por aqui, sua sugestão é bem-vinda!

Confira as primeiras edições da coluna: Organizando os Livros e Emprestando Livros.

Até o próximo post! ;)

Bia F. T.


Princesa: A história real da vida das mulheres árabes - Jean P. Sasson

 Quando um livro conta uma história real, ele move algo em você, sua forma de ver o mundo, ou parte dele. Reforçar seus valores é outro benefício que esse gênero literário traz, por mais doloroso que possa ser ler a realidade enquanto você está sempre tão disposta a encontrar refúgio na ficção.

 Princesa é a história de uma nobre mulher saudita, chamada no livro de Sultana, que representa na verdade toda a população feminina da Arábia Saudita, desde a infância até idade adulta, tempo suficiente para sofrer e presenciar os mais absurdos e cruéis abusos contra a mulher em seu país, e nessa região do oriente. A americana Jean Sasson, tendo conquistado a amizade da princesa, foi requisitada por ela para escrever a sua história, já que Sultana seria gravemente punida pelas leis de seu país se fosse descoberta.



Sinopse:
Princesa - Casamento forçado, mutilações e violências sexuais, execução pública por apedrejamento ou confinamento pela família, censura, proibição de dirigir, de viajar ou mostrar o rosto - estas são apenas algumas formas de opressão com que as mulheres muçulmanas ainda são tiranizadas no Oriente Médio. Num depoimento contundente, uma autêntica princesa da Casa Real Saudita revela, sob risco de vida, a intimidade dessa terra fechada, onde o respeito aos direitos e à qualidade de vida das mulheres continua lhes sendo negado. Uma terra onde ainda imperam os homens, o sexo e o dinheiro.
Skoob

Opinião:
 No mundo de Sultana, nem mesmo as mulheres nobres escapam das inúmeras proibições que são impostas a seu sexo. Em poucas famílias elas têm direito ao estudo, as mais ricas têm que se contentar em ser uma dentre as muitas esposas do homem, na maioria dos casos não conhecem seus maridos até o dia do casamento, não podem dirigir, precisam ser submissas a quaisquer desejos dos homens. São praticamente consideradas como ninguém, apenas propriedades dos homens, já que seus nascimentos ou mortes não são registrados. Suas punições são mais graves, muitas vezes por crimes que não cometeram, mas não têm o direito de se defender pois sua palavra é manejada ao gosto de homens. A vida daquelas que defendem seus direitos, como Sultana, mesmo que sutilmente, pois qualquer passo em falso pode ser fatal, é carregada de medo e revolta.
 Diversas situações da vida da princesa são relatadas e explicadas de acordo com as leis islâmicas e sauditas para a compreensão do leitor da ênfase do machismo extremo que impera ali. E ao final do livro a emoção é revolta, tristeza e compaixão. Assim como gratidão pela minha vida. É triste como um país rico como a Arábia Saudita seja tão errado nos aspectos sociais, já que a situação pouco evoluiu até hoje. Princesa é o tipo de livro que dói em você, se é que me entendem. Não é maravilhosamente escrito, mas o mais importante são as verdades que a autora retratou, que é o que faz dessa história uma leitura ótima e recompensadora. Quão longa e difícil é a jornada para justiça, igualdade e para o bem da humanidade.
 A vida de Sultana continua a ser contada nos livros As filhas da princesa e Princesa Sultana, da mesma autora.

Nota: 8,0

Ficha técnica:


Título: Princesa: A história real da vida das mulheres árabes por trás de seus negros véus

Autora: Jean P. Sasson

Editora: Best Seller - Grupo Editorial Record

Nº de págs.: 248

Ano: 1998


Tag - Confissões de um bibliófilo

Oi de novo!

Sabe, ultimamente tenho me preocupado muito com o blog porque eu amo escrever aqui e amo ser blogueira, porém não está sendo fácil administrar meu tempo e eu fico me sentindo péssima por isso. Ok, isso não faz parte da tag, mas já que estamos falando de confissões!
Enfim, resolvi fazer esse post hoje porque estava com saudades de responder a uma tag.

Vi a tag no canal do Allison: Allison7Potter, que aliás, é um dos canais literários que mais acompanho no Youtube, e adorei, afinal eu mesma sou uma bibliófila, ou seja, amo colecionar livros! Vamos então às perguntas!

Essa imagem é tão comum everywhere, mas peguei no We <3 It
1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?
Auto-ajuda, porque realmente não me interesso.

2. Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?
Eu ia responder "nenhum", até lembrar os dois livros que estão lidos pela metade e me deixam com a sensação de culpa por estar lendo outras coisas sem terminá-los: As aventuras de Pinóquio e Contos Tradicionais do Brasil.

3. Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)?
Hum... Essa é difícil. Como sou uma leitora que gosta de escrever uma resenha para cada obra lida, creio que meu pior hábito nesse aspecto é não resenhar logo depois de ler e acabar com um milhão de resenhas acumuladas, que é meu caso atual.

4. Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro?
Sim. Para mim, ler a sinopse faz parte da leitura do livro, mesmo que eu esteja relendo tenho o costume de ler a contracapa e as orelhas do livro, até a minibiografia do autor. Eu sou do tipo de pessoa que lê até os agradecimentos, haha.

5. Qual é o livro mais caro da sua estante?
Na verdade, não sei (falando da minha parte da estante. Quando digo isso é porque aqui em casa também tem a parte da estante onde ficam os livros dos meus pais - que dão várias vezes minha coleção). Vou chutar a edição em inglês de As Crônicas de Nárnia volume único.


6. Você compra livros usados/em sebo?
Não, tenho alergia a livros antigos. Tenho uma coleção de livros que foram das minhas tias, e mais um ou outro. Se bem que os livros do meu pai e da minha mãe são considerados usados - e dentre eles tem uns meio antigos - e eu os leio.

7. Qual é a sua livraria (física) preferida?
Olha, dentre as quais eu costumo frequentar (Nobel, leitura e Saraiva), prefiro mesmo a Saraiva.

8. Qual é a sua livraria online preferida?
Outra vez Saraiva.

9. Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros?
Não, a quantidade depende do mês, mas costumo me controlar, afinal, não sou eu quem compro. O que me leva a pensar que vou ter que fazer um esforço ainda maior quando eu ganhar meu próprio salário...

10. Quem você "tagueia"?
Eu tagueio você, bibliófilo que tiver gostado da tag e quiser responder. Caso queira compartilhar suas respostas sem escrever um post, deixe-as aqui nos comentário para nós compararmos!

E aí, gostaram da tag?

Beijos, Bia!

Filme: A Série Divergente - Insurgente

Olá!

Depois de um ano de espera, dia 19 de março foi lançado o segundo filme da franquia Divergente: Insurgente. Obviamente, como fã, minhas expectativas eram altas e... estou aqui justamente para falar sobre o que achei do filme!


Sinopse:
O enredo do filme gira em torno de uma caixa descoberta na casa de Andrew e Natalie Prior, pais de Tris, que está em poder de Jeanine Matthews, líder da Erudição e só pode ser aberta por um Divergente, razão pela qual os indivíduos com tal característica estão sendo perseguidos pela Erudição. É o caso dos protagonistas: Tris e Tobias (Quatro) que procuram abrigo de facção em facção, ao mesmo tempo em que ela tenta superar as mortes dos pais e do amigo, Will, que ocorreram no ataque à Abnegação; e ele decide se juntar aos sem-facção, liderados por sua mãe, Evelyn.



Opinião:
Em termos de fidelidade ao livro, acredito que Insurgente perdeu para o primeiro filme, o que é compreensível, já que Insurgente passa por diversos cenários e situações, enquanto Divergente tem o começo, meio e fim bem delineados (apresentação de Tris e a escolha da facção, iniciação da Audácia, simulação de ataque à Abnegação). Admito que fiquei decepcionada pela falta de algumas cenas que eu considerava essenciais e pela modificação de algumas outras, mas a maioria foi bem arranjada para a história seguir a cronologia do livro. Para mim, a obra original tem muito mais intensidade em cada cena.
Por outro lado, como filme em si, Insurgente superou o anterior nos aspectos ação e efeitos especiais. O drama fica mais evidente na cena em que Tobias e Tris ficam sob efeito do soro da verdade, na Franqueza, e é pincelado em algumas cenas individuais de Tris, mas as relações entre os personagens foram quase que completamente deixadas de lado. Marcus, que costuma ser o maior obstáculo do Quatro, desaparece logo no começo do filme. Entre Christina e Tris quase não há interação, e o mesmo pode ser dito de Uriah. A relação do casal Tris e Quatro não teve nem mesmo uma conturbação: eles concordaram entre si em todas as questões, fora outros personagens importantes que quase não foram mencionados. Na minha opinião, essa foi a maior falha do filme: o subaproveitamento das personagens. Mas quem sabe eles não usem isso para material em Convergente - Parte 1, já que é pra dividir o filme?
De qualquer forma, achei a atuação da Shailene Woodley (Tris) melhor nesse filme do que no primeiro, embora não possa chamar de brilhante. O Theo James, para mim, é perfeito como Quatro, não vejo mais ninguém nesse papel. Quanto ao Ansel Elgort (Caleb), só digo uma coisa: ri muito vendo ele correr, hahaha.
Não sei exatamente o que esperar de Convergente - Parte 1, além de que seja melhor. Eu não sou muito fã dessa divisão de último filme, porém gostei de A Esperança - Parte 1, então... vamos ver no que vai dar.

Portanto, como adaptação, minha nota para Insurgente é 6,5 e como filme sem comparação com o livro, 8,5. Eu gostei bastante, apesar do que eu mencionei. Com certeza, logo, logo vou assistir de novo! Eu e minhas amigas fomos vestidas de acordo com sua facção, e eu fui de Amizade, apesar de meus testes darem Abnegação, Erudição ou Audácia. E no fim, terminei com dois pôsteres e um colar da Amizade! De facção vocês são?

Diretor: Robert Schwentke
Atores: Shailene Woodley (Tris), Theo James (Quatro), Octavia Spencer (Johanna), Miles Teller (Peter), Kate Winslet (Jeanine)
Lançamento: 19 de março de 2015
Trailer:


Já assistiram ao filme? O que acharam? Conte-me: qual foi sua cena preferida! Uma das minhas preferidas foi a do soro da verdade.


Holes in the Sky - M83 ft. HAIM [Da trilha sonora de Insurgente]

Pôster ilustrado para IMAX
Faltam apenas 13 dias para a estréia de Insurgente nos cinemas aqui no Brasil (antes dos EUA, hahaha), para qual estou MUITO ansiosa, afinal a trilogia Divergente é uma de minhas preferidas, e a trilha sonora começa a ser divulgada.

Uma das músicas é Holes in the Sky, que é como se fossem os pensamentos e sentimentos da Tris em Insurgente. É muito bonita e com certeza combina com as emoções da protagonista, tanto que sinto como se voltasse à história (embora eu realmente tenha voltado, já que estou relendo).
Confiram:


Letra e tradução: Vagalume

Trailer do filme:



Insurgente parece ser uma produção bem maior que o primeiro filme, e ainda assim espero que tenham continuado fiéis ao livro. Bem, falta pouco tempo para ter certeza!

A trilha sonora do filme conta também com Warriors, da banda Imagine Dragons. A trilha sonora oficial atualizada pode ser encontrada no Divergente Brasil.

Tem algum fã da série aí? Quem vai na estréia? Me contem depois!

Laranja Mecânica - Anthony Burgess

A questão é se uma técnica dessas pode realmente fazer um homem bom. A bondade vem de dentro. A bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem. - Laranja Mecânica, A. Burgess

Edição especial da editora Aleph
Sinopse:
 Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado 9 anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século 20. Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.
Skoob

Opinião:
Laranja Mecânica é a história de um anti-herói adolescente, Alex, que costumava sair durante a noite com sua gangue para praticar atos criminosos de violência com quem quer que seja, por prazer e diversão. A primeira parte do livro descreve essas noites e cada crueldade cometida nelas.
Porém, em um assalto "mal sucedido" o protagonista é capturado pela polícia e - depois de um período na prisão arquitetando um modo de escapar - submetido a uma espécie de tratamento, o Ludovico, com o objetivo de curá-lo dos impulsos maldosos. O procedimento consiste na injeção de alguma substância responsável por causar náuseas e mal estar, seguida da visualização de cenas de violência, que faz com que o cérebro do indivíduo associe uma coisa à outra, de forma que ele deixa de praticar tais atos. Não por escolha ou mudança de mentalidade, e sim por pura sensação de enjoo. Isso é narrado na segunda parte.
Por fim, na terceira parte, Alex é libertado e reinserido no mundo, mas seu sofrimento ainda não terminou. Ele, agora completamente indefeso, é maltratado por antigos inimigos que procuram vingança.

A obra é incrível principalmente pelo vocabulário diferenciado. Alex e sua gangue se comunicam pelo nadsat, suas gírias especiais, misturado a um vocabulário formal. Por exemplo, ele se dirige - a narração é em primeira pessoa - aos leitores com a expressão "Vosso humilde narrador". A edição de 50 anos da editora Aleph possui um glossário do nadsat, o qual você desiste de consultar após algumas páginas, porque você acaba se familiarizando e entendendo o contexto. Esse estranhamento, afinal, foi uma estratégia de A. Burgess para envolver o leitor.

Minhas impressões sobre a história foram as que eu previra: chocante e angustiante. Senti raiva durante todo o livro, raiva do Alex, de sua gangue, do governo, da polícia, etc., etc.. Mas valeu a pena, com certeza, principalmente pela construção da escrita do autor, que mencionei anteriormente. A edição de 50 anos da editora Aleph é maravilhosa, de capa dura com jacket (sobrecapa), ilustrada, ótima fonte, extras como textos do autor, algumas páginas do original, glossário, etc..
Enfim, esse é um daqueles livros - pelo que vi nas resenhas do Skoob - que divide opiniões, e eu fico num meio termo. Não amei, gostei da criatividade, do vocabulário, da crítica, mas a história em si não me impressionou.

Nota: 7,5

Ficha técnica:

Título: Laranja Mecânica

Título original: A clockwork orange

Autor: Anthony Burgess

Editora: Aleph
 
Nº de págs. (da edição normal): 224

Adaptação cinematográfica: Laranja Mecânica (1972), dirigido por Stanley Kubrick, com Malcolm McDowell (Alex).



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