Crônica: A Biblioteca

We <3 It
A Biblioteca

Por volta de meus nove ou dez anos, comecei a fazer um tratamento de alegia, que consistia, inicialmente, em tomar uma vacina por semana. Para isso, minha mãe levava-me ao posto de saúde do nosso bairro, que era perto de casa. Apesar de não ser muito agradável, nunca reclamei. E foram essas idas ao posto que me apresentaram um outro lugar maravilhoso.
Depois de sentir a leve agulha da injeção em meu braço, minha mãe, eu e meu irmão menor nos dirigíamos ao parque ao lado do posto. Era, e ainda é, um lugar não muito bem-cuidado, apesar de grande. Mas não era o parque em si que nos interessava, e sim a biblioteca que descobríramos dentro dele.
A tal biblioteca era pequena e estava sempre vazia, exceto pela bibliotecária. Tinha estantes simples de metal, que dividiam os livros por faixa etária, pelo que me lembro. Eu me dirigia à área dos infantojuvenis e ficava investigando os livros com minha mãe. Ela me ajudava a escolher alguns para pegar emprestado e geralmente também selecionava algum para ela. Assim, depois de termos feito nossa carteirinha onde a bibliotecária marcava os livros que tínhamos pegado, mostrávamos-os para ela e voltávamos para casa. Ao longo da semana, eu lia sobre várias aventuras diferentes, ou minha mãe lia para mim. Então, na semana seguinte, voltávamos ao posto e à biblioteca, onde devolvíamos os livros e escolhíamos outros. Essas obras eram minha recompensa, embora eu nunca reclamasse da injeção.
Ao longo dessas semanas, através de prateleiras de metal cinza onde repousavam partículas de poeira, conheci personagens inesquecíveis, com Pollyanna, Heidi, Tom Sawyer e Huckleberry Finn, com quem vivi muitas aventuras. Adentrei o Jardim Secreto e investiguei crimes e mistérios dentro dos livros de Marcos Rey que eu não tinha em casa. Passei a anotar numa folha os livros que lia, para nunca esquecer, quando eu ainda não sabia usar uma rede social para isso. E, quando eu já tinha visitado quase todos os livros da minha faixa-etária da pequena biblioteca, precisei parar de frequentá-la porque os livros envelhecidos e empoeirados prejudicavam minha alergia. Mas aí meu coração já carregava muitas histórias que nunca me abandonaram.

We <3 It
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P.S.: escrevi essa crônica para uma redação da escola a dois meses e gostei do resultado. Essa é uma lembrança muito valiosa para mim, porque os livros que eu li lá ficaram entre os que mais marcaram minha infância. Estou planejando um post com os melhores livros que li nessa época, o que acham?
Agora que existe o Skoob (e não preciso mais anotar minhas leituras numa folha, haha), para ver mais destes livros, siga-me lá! Meu perfil: http://www.skoob.com.br/usuario/428609-bia

Duas vezes na floresta escura - Caio Riter


"Paixões, acho, não são mesmo para serem entendidas. São paixões. A criatura é tomada pelo sonho, pelo desejo, e se deixa levar por ele. Algo não entendível." - Duas vezes na floresta escura, Caio Riter, página 55.

Sinopse:
Susana se sentia sozinha naquela cidade em que pouco havia para se fazer. Susana queria que a mãe retornasse, queria poder voltar para seu quarto, para sua escola, para sua amiga Clara. No entanto, sabia que isso ainda iria demorar. Todavia, aquela vida que, num primeiro momento, lhe pareceu insuportável, sofrida, foi se modificando. A garota conheceu a Bethânia, o Caetano, a Nicole. Conheceu também o César, um garoto estranho, que adorava espionar os outros. Até que uma tragédia se abateu sobre aquela cidade tão pacífica. E Susana e seus novos amigos estavam bem próximos dela. Deles, dependia a solução de um bárbaro crime.
Skoob

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Meu interesse por Duas vezes na floresta escura começou pela sinopse, pelo fato de ser um livro de mistério, gênero que amo. Porém, ao iniciar a leitura, fui surpreendida pelo outro aspecto da história: a mudança da vida de Susana. 
Ela, a protagonista, é uma adolescente que se muda com o pai da capital para uma cidadezinha do interior, onde todo mundo anda de bicicleta e mal sabe o que é internet. A mãe de Susana ainda passará dois anos estudando no exterior, e a saudade dela se mistura às muitas outras saudades que a garota sente: da melhor amiga, Clara, e da vida na capital.
 "A saudade, creio, é algo inexpugnável." - pág. 55
Apesar de tudo, a adaptação à nova cidade, colégio e colegas é necessária. Pouco a pouco, Susana vai descobrindo novas amizades, como Bethânia e Caetano. A floresta escura no final de sua rua também a atrai, com todo o seu mistério. 
Mas nem todo mundo lá é tão amigável. César, um garoto estranho que vive espionando os outros, fica de olho em Susana por razões que ela não compreende. Todos dizem que ele é apaixonado pela patricinha da escola, Nicole. Mas mal sabem eles que César sabe mais do que ninguém imagina.
E é aí que inicia-se a segunda parte do livro. Justo quando Susana está se ajustando à cidade e Clara está visitando-a, um crime arrepiante ocorre naquele lugar tão pacato, dentro da floresta escura, e os quatro amigos: Susana, Clara, Bethânia e Caetano, não podem evitar o envolvimento no trabalho que deveria ser apenas da polícia, e passam a investigar o assassinato. A partir daqui, não posso contar mais nada, senão vou dar muitos spoilers.
A narrativa é diferente nas duas partes do livro. Na primeira, é em primeira pessoa, sob o ponto de vista da própria Susana. Depois, o narrador é em terceira pessoa. A leitura é bem rápida e fluída, mas bem gostosa. O estilo de escrita de Caio Riter é bem singular e muito bonito. 
Durante a leitura, posso dizer que me identifiquei bastante com a Susana, pois, apesar de não ter mudado de cidade nem de escola, as mudanças pelas quais passei durante esse ano também me fizeram conhecer essa saudade quase dilacerante e me levaram a adaptação e a novas amizades.
Ao todo, Duas vezes na floresta escura é uma história sobre amizade, mudança, amor, saudade e enfim sobre um mistério. Aliás, o livro apresenta muito sobre Machado de Assis, que é o principal alvo do estudo da mãe de Susana, que também acaba se apaixonando por suas histórias. Todas as notas de rodapé explicam algo sobre a vida dele ou sobre algumas de suas obras de acordo com a garota, e são muito interessantes, quase como uma história a parte. Bem legal!
Minha única crítica negativa seria sobre o desenvolvimento do crime, da investigação, que acabou sendo bem rápido e poderia ser mais extenso.
O design todo do livro é maravilhoso, inclusive o estilo e tamanho das letras. Como sempre, a editora está de parabéns!
Enfim, é uma leitura que recomendo principalmente para a faixa etária entre onze e doze anos.

Nota: 8,0

Ficha técnica:
Título: Duas vezes na floresta escura
Autor: Caio Riter
Editora: Gaivota
Nº de págs.: 164

Concurso "Meu conto Diminuto" da Editora Biruta

Oi, gente!

Eu preciso muito postar! Tem umas resenhas super legais para escrever, mas eu mal tive final de semana por causa do ENEM (fiz como treineira). Espero que quem fez aí tenha ido bem!

Então, hoje vim divulgar um concurso super legal que está acontecendo lá no site da Editora Biruta, principalmente para aqueles que amam escrever. Chama-se Meu conto diminuto, inspirado no livro da Marilia Pirillo, 60 contos diminutos. O objetivo é escrever um conto e enviá-lo para o e-mail da editora: comunicacao@editorabiruta.com.br, junto com nome e endereço completo. O vencedor ganhará um exemplar do livro mais seu conto ilustrado pela designer da Biruta.
Confira as regras completas no site: http://www.blogbirutagaivota.com.br/autor-da-vez/concurso-cultural-meu-conto-diminuto/
O concurso vale do dia 10 a 28 de novembro.


E aí, quem vai participar? Com certeza eu vou! Ainda mais que esse ano não tivemos o Concurso Futuros Escritores aqui no Minhas Leituras, né? Bem, desejo boa sorte a todos!

Beijos!

O Sangue do Olimpo - Rick Riordan [Livro do Mês: Outubro]

"Seria bom poder olhar para as pessoas e ver o que as estava machucando, depois receitar umas poções e remédios e assim fazer com que tudo ficasse melhor. (…) [Mas] Algumas dores não devem ser eliminadas com tanta facilidade. É necessário lidar com elas, até abraçá-las. Sem a agonia dos últimos meses, Piper nunca teria encontrado suas melhores amigas, Hazel e Annabeth. Nunca teria descoberto a própria coragem." - Piper, cap. XLII, pág. 329.
O que dizer quando você termina a leitura do último livro da sua série preferida? Como fechar o livro sem sentir ao menos a emoção inexplicável de saber que não há mais uma sequência pela qual ansiar, esperar? Como admitir que o futuro de seus personagens preferidos não será revelado, que ficará apenas para ser imaginado? Não há nada além de sentir as lágrimas umedecerem seus olhos toda vez que pensa nisso, fazer um flashback de todos os livros, da sua história particular com eles.
Minha história com Percy Jackson começou oficialmente no dia 18 de agosto de 2010, com O Mar de Monstros, um mês depois de ter visto o filme de O Ladrão de Raios (em minha ingenuidade achei que era igual ao livro, haha). E a leitura de O Sangue do Olimpo terminou há uma semana atrás, dia 24 de outubro de 2014. Um espaço de aproximadamente quatro anos e dois meses, lendo e relendo esses livros que tanto me prenderam e cativaram. Mas não, minha história como meio-sangue não terminou. Amor de fã é eterno. E os livros estarão sempre esperando para serem lidos outra vez.
Agora, só o que me resta é resenhar o fim épico de Os Heróis do Olimpo.
Subam comigo à bordo do Argo II... Mais uma vez.


Sinopse:
No desfecho da série Os heróis do Olimpo, os tripulantes gregos e romanos do Argo II têm feito progresso em suas constantes missões, mas ainda não estão nem perto de vencer a sanguinária Mãe Terra, Gaia. Os gigantes estão de volta mais fortes do que nunca , e os semideuses precisam impedi-los antes da Festa de Spes, momento em que Gaia planeja despertar, derramando o sangue do Olimpo.

Para piorar, visões frequentes da terrível batalha no Acampamento Meio-Sangue assombram os sete semideuses. A legião romana do Acampamento Júpiter, comandada por Octavian, está se aproximando das fronteiras do acampamento grego. Por mais que seja tentador usar a Atena Partenos como arma secreta contra os gigantes, eles sabem que a estátua é necessária em Long Island, onde talvez consiga impedir uma guerra entre os acampamentos.

A Atena Partenos irá para o oeste, enquanto o Argo II segue para o leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os jovens conseguirão vencer sozinhos um exército de gigantes? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E se Gaia despertar, será o fim.
Skoob

***
(Spoilers sobre os livros anteriores)

(Tio Rick se superou. De novo. Minha opinião.
Sei, várias pessoas se decepcionaram, não foi o que todo mundo esperava, e tal. Mas e daí? Foi maravilhoso!
Mas comecemos do começo.)

O livro é constituído por capítulos com o ponto de vista de cinco personagens: Jason, Piper, Leo, Reyna e Nico. Depois de ler os primeiros capítulos de cada um, concluí que eles foram a escolha ideal para um bom desenvolvimento do livro.
Jason, Piper e Leo estão no Argo II, com os outro quatro escolhidos da profecia (Percy, Annabeth, Hazel e Frank). Eles navegam para Atenas, onde tentarão impedir que os gigantes despertem Gaia. A rota é, obviamente, perigosa, e eles precisam seguir algumas "pistas" ao longo do caminho, realizar tarefas e lutar, claro. Mas a melhor parte foi ver como os sete heróis estão entrosados, em harmonia. As meninas são melhores amigas, os meninos também, e todos ali são um casal (exceto Leo, que tem sua musa em um lugar mais distante).
Enquanto isso, Nico, Reyna e o treinador Hedge seguem para Long Island, Acampamento Meio-Sangue, levando a estátua da Atena Partenos, que deve unir os acampamentos grego e romano que, aliás, preparam-se para uma guerra entre si. Com Reyna longe, Octavian assume o papel de líder e continua agindo como um imbecil (que raiva desse cara!).
Antes de continuar com o enredo, preciso falar um pouco de cada personagem, porque com certeza eles chegaram ao auge de sua evolução e heroísmo. Não houve um capítulo que eles realmente me decepcionaram ou deixaram de surpreender. Cada um teve um papel e o cumpriu muito bem.

By Viria
Jason: esse cara se superou em termos de poderes e desenvolveu-se muito como herói. Tenho muito respeito por ele agora, embora eu nunca o tenha odiado ou subestimado. Nunca senti isso por nenhum dos personagens. Mas isso não significa que ele tenha parado de desmaiar (haha).
"Não - declarou ele - e olhou para Annabeth e Piper - Minhas lealdades não mudaram. Minha família apenas aumentou. Sou filho da Grécia e de Roma."- Jason
Piper: demais! Cresceu um pouco a cada livro, mas nesse ela chegou ao auge. Está mais segura de si, mais corajosa. Aconselhou até a Annabeth! Dá para perceber sua força e sabedoria só de ler o quote que citei no início do post.

Frank: o pretor Zhang é agora um cara fortão e seguro de si, um líder ideal. Queria que ele tivesse um pouquinho mais de participação (não que ele não tenha tido), como em A Casa de Hades, mas eu gosto muito dele. Sem falar que é o par ideal para a Hazel.

Hazel: menina linda, esperta, fofa! Assim como Frank, surpreendeu mais em A Casa de Hades, porém continua sendo muito importante para o Argo II.

Leo: evoluiu muito também, sem deixar as piadas para trás. Seu pensamento era tão responsável, sério e maduro em algumas partes, que realmente temi pela vida dele. O amor dele por Calipso fica tão claro, e a promessa de voltar para ela é uma prioridade para ele. Que orgulho de ser #TeamLeo <3

Percy (a foto ao lado é a que acho que o Logan tem mais cara de Percy, apesar de ele não apareceu assim nos filmes): o mesmo cara incrível de sempre. Herói, amigo, namorado, cabeça de alga, amor. Ele é um daqueles personagens que eu amo do fundo do coração e sou suspeita para falar. Ok, ele faz umas besteiras, mas ele já cumpriu seu maior papel nos livros anteriores.

Annabeth: sempre fazendo umas gambiarras geniais para salvar a vida de todo mundo, haha. Ela é como o Percy para mim, então não vou falar muito. Dá para perceber que ela está muito cansada e mais frágil do que o comum, depois de tudo pelo que ela e Percy passaram no Tártaro. E ainda assim não perde a coragem (orgulho de ser Sabidinha).

Reyna: com capítulos só para ela, ficamos conhecendo-a mais do que nunca. Ela é uma heroína muito profissional, não é à toa que é pretora do Acampamento Júpiter. Passei a admirá-la muito não só por isso, mas também pela história de vida dela até chegar a isso. Uma das melhores personagens do livro, na minha opinião.

Nico: e pensar que já foi aquele garotinho que brincava de Mitomagia. Ter capítulos dele, assim como ocorreu com Reyna, nos faz compreendê-lo muito mais. Por quanto sofrimento ele já passou, o quão difícil é a batalha que ele trava contra si mesmo todos os dias. Como personagem, foi muito bem desenvolvido nesse livro.

Muitos outros personagens que já conhecíamos reaparecem, como as Caçadoras de Ártemis, os velhos amigos juntam-se para ajudar a salvar o mundo outra vez.
Outra coisa que achei muito legal durante a narrativa foi que deu para perceber o quanto o tio Rick está conectado com os fãs. Ele zoa os próprios personagens, brincando por exemplo com os desmaios do Jason.

Quanto ao final, minha sincera opinião é que a batalha contra Cronos em O Último Olimpiano foi mais impressionante do que a batalha final contra Gaia. Mas acho que aconteceu do jeito que tinha que ser. Mesmo assim, adorei a luta contra os gigantes, a ideia toda foi incrível!
O final oficial ficou um pouco em aberto, não foi do tipo  que esclarece o resto da vida de todo mundo e tenta resumir demais em um capítulo. Porém, prefiro muito mais do jeito que foi e esse estilo do tio Rick de sempre deixar um suspense, como ele mesmo mencionou em sua fofa dedicatória para seus fãs <3

O humor bem balanceado também não deixa a desejar, um trecho muito legal do livro é o seguinte:
“Os romanos deram vivas, e as cinco coortes se uniram em uma máquina mortífera maciça. Frank apontou a espada para a frente, e, do estandarte da águia dourada, raios dourados se lançaram sobre o inimigo, fritando várias centenas de monstros.
- Legião, cuneum formate! - gritou Reyna. - Avançar!
Jason ouviu mais gritos de comemoração à sua direita quando Percy e Annabeth se juntaram às forças do Acampamento Meio-Sangue.
- Gregos! - gritou Percy. - Vamos... hã... matar uns monstros aí!
Eles gritaram como loucos e atacaram.
Jason sorriu. Ele adorava os gregos. Eles não tinham nenhuma organização, mas compensavam com entusiasmo.”
- Jason, cap. LI, pág. 382
Para finalizar - afinal, a resenha já tá muito grande! - Aqui está minha opinião definitiva: eu amei. Foi um final satisfatório e bom, fechou o livro e a série de forma digna. Tanto para gregos, quanto para romanos.

Nota: 10,00

Farei uma retrospectiva de toda a saga Percy Jackson daqui a alguns posts! Que tal? 

Melhor trecho Percabeth de O Sangue do Olimpo:
By Viria
“- Foi aqui que ele atingiu a terra – continuou Annabeth. - Onde ele fez surgir uma nascente de água salgada quando disputou com minha mãe para ser patrono de Atenas.
- Então foi aqui que começou a rivalidade – concluiu Percy.
- Foi.
Percy puxou Annabeth para si e a beijou... Um beijo tão demorado que Piper ficou bem constrangida, embora não tenha dito nada. Ela se lembrou da velha regra do chalé de Afrodite: para ser reconhecida como filha da deusa do amor, era preciso partir o coração de alguém. Piper havia decidido, fazia muito tempo, mudar essa regra. Percy e Annabeth eram um exemplo perfeito do motivo: era preciso tornar completo o coração de alguém. Esse era um teste muito melhor.
(…)
- A rivalidade termina aqui – disse Percy. - Eu amo você, Sabidinha.
Annabeth deu um leve suspiro, como se alguma coisa dentro de seu peito tivesse derretido.”
- Piper, cap. XLII, pág. 331



Esses dois <3

Ficha técnica:
Título: O Sangue do Olimpo - Os Heróis do Olimpo vol. 5
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Nº de págs.: 419 (fora o glossário)

Já leram? Se emocionaram? Compartilhem comigo sua experiência com a saga! De fã pra fã ;)



Novo layout do Minhas Leituras!

Olá!

Apesar de todas as postagens atrasadas, estou animada com essa novidade: o layout do Minhas Leituras, coisa que aqueles que já acompanham o blog devem ter percebido logo de cara.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o layout foi feito pela Raquel, do Sweet Corner, que se ofereceu para tal tarefa. É ela, aliás, que fez todos os últimos cabeçalhos do ML. Um amor! Acho que já agradeci umas mil vezes, mas obrigada de novo!

Então, vamos às mudanças!
  1. Cabeçalho - é a minha cara! Minha parte preferida do lay todo <3
  2. Gadgets - aproveitei para excluir alguns antigos. Temos um novo link-me (fofo) e os links do Minhas Leituras nas redes sociais bem no comecinho da coluna lateral, junto com a barra de pesquisa. Os links levam ao facebook, twitter, skoob e à página de contato onde está o meu e-mail. Vou atualizar o meu perfil (Quem sou eu).
  3. Páginas - contato e parceiros atualizada. Adicionarei uma página Sobre o blog.
  4. Créditos - Raquel e http://cinnamonseries.com/ (imagem do cabeçalho).
O conteúdo do blog continua o mesmo, vocês sabem. Aliás, estou morrendo de saudades de escrever as resenhas, então vou focar nelas esse mês, prometo!
Obrigada pela paciência. Não esqueçam de seguir o blog pelas outras redes sociais para não perder nada!

Com amor,
Bia.


Emprestando livros [Vida de leitor #1]


Olá, queridíssimos leitores!

Estou muito animada com o post de hoje, o primeiro da nova coluna Vida de Leitor, onde escreverei sobre situações e fatos sobre a vida dos leitores assíduos, como eu, baseando-me em minha própria experiência e na dos leitores em geral.
Como primeiro tema, escolhi um bem pessoal, um costume que varia entre os amantes dos livros: a prática de emprestar livros. Há quem não hesite um segundo para oferecer um de seus livros a um conhecido, ansioso para compartilhar sua experiência literária. Por outro lado, há quem tenha um ciúme profundo de seus exemplares e seja capaz de responder a seu pedido de empréstimo com um não educado (ou não), por mais amigos que vocês sejam. 

De acordo com a enquete feita aqui no blog, vocês são leitores bem generosos! O resultado foi o seguinte: 12% sempre emprestam seus livros, 62% emprestam só para amigos e 25% raramente emprestam. Parabéns!

Eu, particularmente, não estou em nenhum dos dois extremos. Empresto sim, meus livros, mas não para qualquer um. Apenas para pessoas que sei que irão cuidar de meus livros como eu, que têm o mesmo amor por eles e vão devolvê-los, por mais que demore. Por exemplo, atualmente quatro livros meus estão emprestados: A Culpa é das Estrelas, Batendo à Porta do Céu, Doze Anos de Escravidão e A Verdade sobre o caso Harry Quebert. Mas não estou preocupada com eles, pois sem que estão em boas mãos.
Além disso, também pego muitos livros emprestados. Já li séries inteiras emprestadas de amigas, como A Saga do Tigre, os primeiros de Rangers, Pegasus e Maze Runner (aliás, todas essas foram da mesma pessoa. Isa, te amo!). Fora os livros que peguei da biblioteca quando eu costumava ir. Provavelmente, foi por isso que escolhi esse tema para o post de hoje, porque pegar livros emprestados é ótimo: não custa nada e acrescenta muita coisa à nossa experiência literária.
A maior preocupação dos leitores em emprestar seus "bebês" é que eles não serão devolvidos ou voltarão maltratados. Eu já passei pelas duas experiências, acho, mas foram com aqueles livros que a gente tinha que compartilhar com as outras pessoas da sala no quinto ano. (Ainda bem!)

Cabine Literária
Então, pessoal, a minha opinião é que temos que emprestar livros para quem ainda não leu, desde que seja alguém de confiança. O mesmo vale para quando pegamos um livro emprestado, seja de quem for devemos cuidar dele como se fosse nosso ou ainda melhor.

E vocês, o que acham? Emprestam muitos livros?
Criei essa coluna principalmente para debater os assuntos dos posts com os leitores, então por favor, comentem aqui ou no twitter, facebook, seja lá o que preferirem. Vocês também podem dar sugestões para os próximos temas. Provavelmente essa será uma coluna mensal.

Obrigada e até a próxima!

MMI - Out Of The Woods, Taylor Swift

Boa noite, gente.

Hoje o post será bem rápido, mas essa música vale muito a pena.
Depois de Shake It Off, mais uma música do quarto álbum da Taylor, 1989, foi revelada: Out of The Woods. Foi mais uma surpresa, melhor ainda do que a primeira música, como deveria ser. Out Of The Woods pode até ter um estilo diferente do que os swifties estavam acostumados, mas é carregada com a mesma emoção e bela composição de sempre. Eu amei! E também é muito gostosa de tocar no violão.
Bem, tirei suas próprias conclusões:



Tradução:

Fora de Perigo

Olhando agora, tudo parece tão simples
Estávamos deitados em seu sofá, eu me lembro
Você tirou uma foto de nós dois
E então descobriu (descobriu)
Que o resto do mundo era preto e branco
Mas nós tínhamos cores vivas
E eu me lembro de ter pensado

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom

Estamos fora de perigo?

Olhando agora, em dezembro
Estávamos predestinados a cair aos pedaços, e nos unimos novamente
Ooh, seu colar no meu pescoço, aquela noite que não conseguíamos esquecer
Quando decidimos (decidimos)
Tirar os móveis do caminho para podermos dançar
Baby, como se fôssemos conseguir
Dois aviões de papel voando, voando, voando
E eu me lembro de ter pensado

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom

Já está tudo resolvido?

Você se lembra quando pisou no freio antes da hora?
Vinte pontos no quarto do hospital
Quando você chorou
Baby, eu chorei também
Mas quando o sol nasceu
Eu estava olhando para você

Você se lembra de como não aguentávamos mais?
Eu saí andando e disse, "Estou te libertando"
Mas os monstros, na verdade, eram apenas árvores
E quando o sol nasceu
Você estava olhando para mim

Você estava olhando para mim, oh
Você estava olhando para mim

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?
Eu me lembro

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Oh, eu me lembro

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom (eu me lembro)

Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Já estamos fora de perigo?
Estamos fora de perigo?

Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Já está tudo resolvido?
Tudo resolvido, que bom
(letras.mus.br)

5 livros para dar de presente no Dia das Crianças

Oi, gente!

O Dia das Crianças está chegando, então se você quer presentear alguma (ou você mesmo) com um livro, confira os títulos infantis que separei a seguir, do catálogo da Editora Biruta e Gaivota.

Finalistas do Prêmio Jabuti 2014 na categoria Infantil:

Sete Patinhos na Lagoa
 
Autor: Caio Riter
Ilustrador: Laurent Cardon
Editora: Biruta
Faixa etária: a partir de 5 anos
Sinopse:
Esta é a história de sete patinhos e de um terrível jacaré.
Ou seriam seis patinhos? O fato é que a lagoa nunca mais foi a mesma depois que aqueles patinhos se viram frente a frente com o Barnabé.
Mergulhe nessa aventura poética e descubra tudo o que pode acontecer quando algumas inocentes aves resolvem nadar nas águas em que vive Barnabé, o terrível jacaré.

O Saci Epaminondas

Autor: Alan Oliveira
Ilustrador: Daniel Araujo
Editora: Gaivota
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
Tem criança que nem sabe o que é Saci, matintaperera ou coisa assim. Só quer saber de video game, televisão e computador. Eduardo Augusto, para os colegas de escola, Chatomax, não é diferente. Para tirar esse neto preguiçoso de dentro de casa, Luiza vai usar todos os seus truques, aqueles truques que só as avós têm, sabe? E temos de torcer para ela conseguir! Só assim poderemos embarcar nessa aventura e conhecer o Epaminondas, o saci, o matintaperera…




Lançamentos:

O Menino que Lia Nuvens

Autor: Ricardo Viveiros
Ilustrador: Gonzalo Cárcamo
Faixa etária: a partir de 5 anos
Editora: Gaivota
Sinopse:
No céu azul, nuvens brancas, o Sol, um elefante… Um elefante? E tem mais! Uma bola de futebol!
Conheça Aldebaran, um garoto calmo que adora ficar observando as formas das nuvens. Mas eis que começa a ver algo além das formas, algo além de seu presente, e de tanto olhar para o céu acaba encontrando o que sempre procurou.
E você, já deu uma olhada no céu hoje?






O Gigante do Maracanã

Autor: Cesar Cardoso
Ilustrador: Larissa Ribeiro
Faixa etária: a partir de 8 anos
Editora: Biruta
Sinopse:
Uma menina e seu pai. Qual a distância entre eles? Hoje, estão bem próximos, no meio de uma torcida. É a primeira vez que o pai a leva pra ver um jogo de futebol, e essa aventura acontece na arquibancada daquele estádio imenso, o grande Maracanã, não, o gigante!
O que ela vai aprender por lá? As regras do jogo. O prazer do drible.
A emoção do gol. A grande área, a marca do pênalti, a defesa do goleiro…
Mas o que mais a menina aprende, levada pela mão do pai para esse jogo, que talvez dure bem mais do que noventa minutos?


Piscina já!

Autor: Luiz Antonio Aguiar
Ilustrador: Tiago Lacerda
Faixa etária: a partir de 9 anos
Editora: Biruta
Sinopse:
Era um Brasil bem diferente.
Um país debaixo de Ditadura.
Tem gente que não conheceu esses tempos e nem imagina como foi. Era dureza, chumbo grosso. O Brasil estava um breu na época. E mesmo assim a garotada do Condomínio da Colina partiu para a briga contra a repressão.
E foi uma aventura dessas que quem viveu nunca esquece!
Como foi? No que deu?…
Está contado aqui… em Piscina Já!
Uma viagem para um tempo em que gente como a gente lutou – de várias maneiras – pela liberdade!


Se eu ainda estivesse na faixa etária desses livros, iria adorar lê-los, ou que alguém lesse para mim. Aliás, ainda gosto de ler para outras crianças, como meu irmão e meus priminhos. As temáticas dos livros da Biruta e Gaivota são muito boas, e as capas são lindas! Sempre fico encantada com as ilustrações desses livros, por exemplo, a de O Menino que Lia Nuvens.

Aí vai uma pergunta: quais livros marcaram sua infância? Farei um post com os meus e, se quiserem, incluirei o de vocês! Deixem suas sugestões nos comentários!

Beijos,
Bia :)

P.S.: logo voltaremos ao ritmo normal de posts!

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