Últimos lançamentos Editora Biruta

  Para vocês, leitores, que estão procurando o que ler em maio, trouxe algumas sugestões para vocês com os últimos lançamentos da Editora Biruta! Além disso, sete livros da mesma editora (Biruta e Gaivota) receberam o selo de Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) 2015, e os apresento aqui. Não deixem de dar uma olhada, tenho certeza de que pelo menos um desses títulos entrará para sua lista de desejados!

Últimos lançamentos:





Altamente Recomendável pela FNLIJ na categoria Jovem:


Resenha no Minhas Leituras: Morada das Lembranças, Daniella Bauer.


Resenha no Minhas Leituras: Batendo à porta do céu, Jordi Sierra i Fabra.


Sinopse e informações: Primavera, Oskar Luts.


Sinopse e informações: O Telephone, Luís Dill

Para ver os outros livros que receberam o selo e mais informações, acesse o blog das editoras! Blog Biruta Gaivota.


A Abadia de Northanger - Jane Austen

Olá!

Para começarmos maio com muita alegria e ótimas leituras, aqui está mais uma resenha de uma de minhas autoras preferidas: Jane Austen!



Sinopse:
Escrito quando Jane Austen era muito jovem e publicado postumamente em 1808, “A Abadia de Northanger” é sem dúvida uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira sutil, tendo como pano de fundo a cidade de Bath. O enredo gira em torno de Catherine Morland, que deixa a tranquila, e por vezes tediosa, vida na zona rural da Inglaterra para passar uma temporada na agitada e sofisticada Bath do final do século XVIII. Catherine é uma jovem ingênua, cheia de energia e leitora voraz de romances góticos. O livro faz uma espécie de paródia a esses romances, especialmente os escritos por Ann Radcliffe, Jane Austen faz um ótimo contraste entre realidade e imaginação, vida pacata e as situações sinistras e excitantes que os personagens de um romance podem viver.
Saraiva


Vou observar, mais uma vez, que amo essa edição da Martin Claret <3

Opinião:

Catherine Morland é uma jovem leitora de romances góticos, sonhadora e ingênua. É uma personagem que passa por um grande amadurecimento durante o romance, é quase inacreditável como isso acontece nas trezentas páginas do livro mesclado com o humor das críticas e descrições da autora, além da defesa ao gênero romântico e à mulher. Durante a narrativa, Jane Austen faz algumas pausas para ser referir à sua heroína comparando-a para as heroínas de romance convencionais. Em todas as minhas resenhas tenho repetido: a escrita dela é genial. Em todos os seus livros, este foi um aspecto impecável e por vezes o mais cativante. 
Quando Catherine vai passar uma temporada na agitada Bath com o sr. e a sra. Allen, sua vida finalmente tem a oportunidade de ganhar um pouco mais de emoção. Ela é toda animação para seus primeiros bailes, mesmo que públicos, e para a nova amizade que encontra em Isabella Thorpe. Mas o que mais lhe encanta é o rapaz que conheceu em um dos bailes: o sr. Tilney. Pela primeira vez em dezessete anos seu coração acelera por alguém, a cada encontro casual sua felicidade não pode ser maior, e a cada imprevisto desdobra-se em aflição. Ao mesmo tempo, Catherine é cortejada pelo desagradável irmão de Isabella, a quem tem de suportar em nome de sua amizade. Tudo é tão novo e tão maravilhoso a sua juventude que demora a perceber a mútua afeição entre Isabella e James, seu irmão mais velho, e, ao longo do tempo, as contradições no comportamento de sua amiga.
Quando o coração está mesmo cativo, sei muito bem como é indiferente a atenção de qualquer outra pessoa. Tudo o que não está relacionado com a pessoa amada é tão insípido, tão desinteressante! Entendo perfeitamente os seus sentimentos.
Não demora a se estreitar a amizade com Henry Tilney, principalmente através de sua irmã, Eleanor, e com isso, vêm também os conflitos entre os grupos de amigos. Quando um passeio marcado com os Tilney cai no dia em que é convidada pelos Thorpe, Catherine começa a dar mostras de seu caráter e coração de heroína. 
Havia boa dose de bom-senso nisso tudo; mas há situações da alma humana sobre as quais o bom-senso tem muito pouco poder.
A abadia de Northanger aparece na história quando a temporada em Bath está chegando ao fim, mas Catherine é convidada para passar mais um tempo com os irmãos e o general Tilney. Sua imaginação é atiçada só com a ideia de ser hóspede em uma abadia como lera nos livros. Aqui a crítica aos romances góticos fica muito clara. Em seus primeiros dias no local, a heroína sofre diversas desilusões devido a suas fantasiosas expectativas que contrastam com a realidade até o ponto de expô-la ao constrangimento. Entre uma decepção em outra, primeiro consigo mesma, depois com pessoas em quem confiara, Catherine aprende e amadurece muito. 
Não aprendeu a se esquecer do passado ou a dele se desculpar; mas aprendeu a ter esperança de que ele nunca mais voltasse a transpirar.
Sendo o último livro para completar minha coleção da Jane Austen, foi também o que menos gostei, mesmo tendo apreciado a obra. Não sei explicar, mas é como se eu não tivesse sido "arrebatada" para o ambiente e para época do mesmo modo que aconteceu com os outros livros. Mesmo assim, valeu a pena. 
Ali viera para ser feliz, e feliz já se sentia.
Em breve terminarei um post só sobre a Jane Austen para falar um pouco mais sobre os livros que mais gostei e sobre a própria autora. E escreverei a resenha de Persuasão, que já li há alguns meses mas acabei deixando para depois. Não tenho dúvida que logo terei de reler alguma dessas maravilhosas obras, porque me afeiçoei muito tanto à escrita quanto aos personagens dessa autora clássica e incrível.

Nota: 8,0



Ficha técnica:


Título: A Abadia de Northanger

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret - Coleção Jane Austen Vol. 5

Nº de págs.: 301

Adaptações para TV: Northanger Abbey - filme de 1986 da BBC; Northanger Abbey - filme de 2007 com Felicity Jones e J. J. Feild dirigido por Jon Jones para ITV.

Leia também minhas resenhas para Emma, Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Mansfield Park, da mesma autora, aqui.

O que vocês acham do livro ou da autora? Garanto que, se você não conhece e é fã dos clássicos ou romances, Jane Austen é leitura obrigatória ;)

Deixem suas opiniões também sobre a resenha nos comentários! 

Bia.

Inconstância de uma semana [Texto]

Fonte: We <3 It

Inconstância de uma semana

Dias iguais, mergulhados em pensamento
Dúvidas de incertezas
Tediosa razão, falta da criatividade
Cordas que ressoam através do silêncio
Silêncio e música, tropeça a razão
Palavras parcialmente absorvidas.

Um dia das cores múltiplas da luz
Manhã escrita com as mais belas rimas
Chuva forte, altas gargalhadas
Ensinar, aprender, amizade
Vivas palavras.

Um dia violeta feito um borrão
Pressa, segurança das velhas conversas
Estudar, ajudar, felicidade pela felicidade
Pequenas expectativas.
Palavras imaginadas.

Um dia como uma fogueira que é levada pelo vento
Vivas chamas laranja que esmorecem
A sobra de uma luz melancólica
Sorriso desfeito em precoce pôr do sol
Chuva, pensamentos voam das cinzas
Embaçada a lente do mundo,
Mentes limitadas como ilhas,
Outras, canoas a navegar oceanos ignorados.

Um novo dia
Melodia de singelas teclas
Papéis, abundância de números.
Ideias que renovam, volta da criatividade
Provocação da curiosidade
Crepúsculo da inconstância,
Incessantes sonhos, pureza da felicidade
Transformam-se as palavras:
De remos a motores do navio
A desbravar além das ilhas,
Sobre os verdes mares da bondade.

Beatriz F. T., 25/04/2015


Tag - Skoob: minha estante virtual


Oi!

Quanto tempo! Duas semanas sem postar já dá aquela saudade do blog, então, como não deu tempo de preparar nada específico, resolvi responder essa tag do Skoob, em homenagem ao lançamento de seu app para Android (finalmente!). Diga-se de passagem, o que mais gostei no aplicativo é que dá pra encontrar o livro direto pelo código de barras (ou seja, já dá pra sair adicionando os livros aosdesejados, quero ler, etc., direto da livraria, haha!). Aliás, para quem não sabe, o Skoob é a maior rede social de leitores do Brasil, uma estante virtual onde você pode organizar os livros que já leu, quer ler, sua meta de leitura do ano, escrever resenhas, entre outras opções, além de compartilhar tudo isso com os amigos leitores que você encontra por lá. Se você possui uma conta e quiser me adicionar, fico feliz ;)

Ok, vamos às perguntas. Ah!, encontrei a tag no Meu Mundo em Tons Pastéis.

1. Quantos livros lidos você tem na aba LIDO do Skoob?
252.

2. Qual livro você está lendo?
Acabo de terminar A Abadia de Northanger e vou começar The Merchant of Venice e... ainda estou decidindo o outro.

3. Quantos livros tem na sua aba QUERO LER?
20.

4. Você está relendo algum livro? Qual é?
No momento não, embora esteja querendo reler vários.

5. Quantos livros você já abandonou?
Apenas um, A Montanha das Duas Cabeças. Costumo ler o livro até o final por mais que fique entediante ou que não goste do começo.

6. Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob?
22. Não cadastro todas as que escrevo no blog.

7. Quantos livros avaliados você tem na lista?
250.

8. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
25, embora seja uma coisa difícil de definir. Dentre eles estão O Diário de Anne Frank, As Crônicas de Nárnia, Razão e Sensibilidade, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, A Batalha do Labirinto, A Marca de Atena, Meu Pé de Laranja Lima.

9. Quantos livros você tem na aba TENHO?
155.

10. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
2. Na verdade não dou muita atenção a essa marcação, pois os livros que quero ler são automaticamente desejados, certo?

11. Quantos livros emprestados no momentos? Quais?
Quatro: A Culpa é das Estrelas, O Sangue do Olimpo, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e Duas Vezes na Floresta Escura.

12. Você quer trocar algum livro? Quais?
Não.

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
Até agora, são 19 esse ano, mas com certeza crescerá. Já li seis deles.

14. Qual é o número no teu paginômetro?
60105.

15. Qual o link do teu perfil no Skoob?
http://www.skoob.com.br/usuario/428609


Eu não compro livros. Eu os adoto. 

A importância da resenha para quem lê [Vida de Leitor #3]

Imagem: Moça com livro, 1879, José Ferraz de Almeida Júnior
O post da coluna Vida de Leitor desse mês é para aqueles leitores que também gostam de escrever sua opinião sobre livros ou textos e compartilhá-la em um blog/canal ou alguma outra rede social, ou de ler resenhas para conhecer mais sobre alguma obra antes da leitura e para saber o ponto de vista de outros leitores. Eu, por exemplo, gosto muito tanto de ler quanto de escrever resenhas, porque complementa a apreciação da obra.
Claro, tem também aqueles que precisam escrever resenhas para a faculdade ou buscam ser críticos literários. Mas aqui focamos em quem resenha por hobbie, ok?

Em primeiro lugar é importante ressaltar o que é exatamente uma resenha. De acordo com o site da PUC-RS, a resenha-crítica, na qual se encaixa as resenhas literárias que estamos enfatizando, é um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião,.
Encontramos novas resenhas literárias todos os dias sendo postadas em blogs, sites, canais no Youtube, jornais e revistas, e diversas redes sociais.

Bem, mas quais são os benefícios da resenha?

Do ponto de vista do leitor, a leitura de uma resenha aleatória pode despertar seu interesse por uma obra que você não conhecia ou te contar mais sobre alguma que já chamava sua atenção. Por exemplo, quantos leitores não passam pela cruel dúvida de comprar ou não determinado livro? Apesar de a resenha conter uma opinião individual, ela pode servir de base para sua escolha e organização.
Além disso, se você estiver lendo a resenha depois de ter lido o livro em questão, você poderá provavelmente reparar em algum detalhe ou aspecto ao qual você não tinha prestado muita atenção e ver a história do ponto de vista de outra pessoa, já que cada um pode fazer uma interpretação diferente de uma mesma história. Creio que isso seja importante principalmente em séries de livros, onde sempre tem uma questão para a qual são deixadas dicas sutis em cada volume, que às vezes passam despercebidas. O maior exemplo que tenho é As Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones), de George R. R. Martin. Quem nunca se sentiu como Jon Snow no meio de tanta confusão? Você não sabe nada, Jon Snow.


Do ponto de vista do resenhista, acredito que depois de um tempo, escrever sobre um livro, compartilhando a sua experiência literária e o seu ponto de vista com outras pessoas, é quase que uma extensão da leitura do próprio livro. Particularmente, escrever a resenha ou conversar mesmo com alguém que também leu, ajuda a definir minha opinião final sobre a história, principalmente se for uma obra mais densa, clássica ou uma daquelas de que todo mundo fala, porque acontece muito de sermos influenciados pelo que os outros acharam. Quando você precisa organizar as ideias, impressões e sensações que o livro despertou em você, o contexto passa a ser enxergado com mais clareza, até porque é necessário também um pouco de pesquisa (sobre o ano de publicação da obra, sobre o autor, se existem adaptações para o cinema ou TV, etc.) para poder inserir os leitores da resenha nesse contexto.
Enfim, tanto escrever quanto ler uma resenha pode ser complementar à leitura.


Atualmente, após uma leitura, principalmente quando gosto muito, costumo ler algumas resenhas no Skoob ou em blogs e canais antes de escrever a minha. Quando as leio, tenho a impressão de estar num debate pessoal, algo do tipo: concordo plenamente com isso, ou como assim ele não gostou disso?, talvez É, realmente isso poderia ter sido melhor. Assim, quando vou escrever minha própria opinião, tenho certeza da impressão que quero passar do livro: o que ele tem de melhor, de pior, se recomendo para todos ou apenas para determinado público-alvo, etc..
Agora, antes de ler, dependendo do que for, procuro algumas resenhas, principalmente em blogs que já conheço e sei que costumo me identificar, e opiniões de amigos meus, para ter uma base e saber se vai valer a pena.
Também já aconteceu de eu encontrar uma resenha aleatória e acabar amando o tal livro que eu nunca tinha ouvido falar, assim como já me disseram que viraram fã de alguma saga ou livro por meio de uma resenha minha (que diga-se de passagem, é um dos comentários mais gratificantes ever!).

Uma boa resenha literária, na minha opinião, é caracterizada por um breve resumo da história, acompanhado pela opinião, destacando seus aspectos positivos e negativos. Acho legal falar sobre a edição, sobre a capa, sobre os detalhes físicos do livro em geral, mas o que mais deve ser colocado em foco é o enredo e o contexto da obra, ou seja, o conteúdo.
Certo, tem mais uma coisa que eu gostaria de ressaltar: spoilers em resenhas. Não vejo problema algum desde que seja avisado no início do texto. Por favor, tenham atenção ao ler a resenha, já que se o aviso estiver lá e você não prestar atenção é bem chato colocar a culpa no autor.

Se estiverem afim de conhecerem livros novos ou conferirem algumas resenhas minhas, elas podem ser encontradas aqui no blog ou no meu perfil do Skoob.

E quanto a vocês, costumam ler ou escrever resenhas? Comentem aí embaixo para podermos discutir mais sobre esse tema. Não esqueça de dizer o que achou do post para eu poder melhorar nas próximas edições da coluna e, se quiser ver algum tema específico da Vida de Leitor por aqui, sua sugestão é bem-vinda!

Confira as primeiras edições da coluna: Organizando os Livros e Emprestando Livros.

Até o próximo post! ;)

Bia F. T.


Princesa: A história real da vida das mulheres árabes - Jean P. Sasson

 Quando um livro conta uma história real, ele move algo em você, sua forma de ver o mundo, ou parte dele. Reforçar seus valores é outro benefício que esse gênero literário traz, por mais doloroso que possa ser ler a realidade enquanto você está sempre tão disposta a encontrar refúgio na ficção.

 Princesa é a história de uma nobre mulher saudita, chamada no livro de Sultana, que representa na verdade toda a população feminina da Arábia Saudita, desde a infância até idade adulta, tempo suficiente para sofrer e presenciar os mais absurdos e cruéis abusos contra a mulher em seu país, e nessa região do oriente. A americana Jean Sasson, tendo conquistado a amizade da princesa, foi requisitada por ela para escrever a sua história, já que Sultana seria gravemente punida pelas leis de seu país se fosse descoberta.



Sinopse:
Princesa - Casamento forçado, mutilações e violências sexuais, execução pública por apedrejamento ou confinamento pela família, censura, proibição de dirigir, de viajar ou mostrar o rosto - estas são apenas algumas formas de opressão com que as mulheres muçulmanas ainda são tiranizadas no Oriente Médio. Num depoimento contundente, uma autêntica princesa da Casa Real Saudita revela, sob risco de vida, a intimidade dessa terra fechada, onde o respeito aos direitos e à qualidade de vida das mulheres continua lhes sendo negado. Uma terra onde ainda imperam os homens, o sexo e o dinheiro.
Skoob

Opinião:
 No mundo de Sultana, nem mesmo as mulheres nobres escapam das inúmeras proibições que são impostas a seu sexo. Em poucas famílias elas têm direito ao estudo, as mais ricas têm que se contentar em ser uma dentre as muitas esposas do homem, na maioria dos casos não conhecem seus maridos até o dia do casamento, não podem dirigir, precisam ser submissas a quaisquer desejos dos homens. São praticamente consideradas como ninguém, apenas propriedades dos homens, já que seus nascimentos ou mortes não são registrados. Suas punições são mais graves, muitas vezes por crimes que não cometeram, mas não têm o direito de se defender pois sua palavra é manejada ao gosto de homens. A vida daquelas que defendem seus direitos, como Sultana, mesmo que sutilmente, pois qualquer passo em falso pode ser fatal, é carregada de medo e revolta.
 Diversas situações da vida da princesa são relatadas e explicadas de acordo com as leis islâmicas e sauditas para a compreensão do leitor da ênfase do machismo extremo que impera ali. E ao final do livro a emoção é revolta, tristeza e compaixão. Assim como gratidão pela minha vida. É triste como um país rico como a Arábia Saudita seja tão errado nos aspectos sociais, já que a situação pouco evoluiu até hoje. Princesa é o tipo de livro que dói em você, se é que me entendem. Não é maravilhosamente escrito, mas o mais importante são as verdades que a autora retratou, que é o que faz dessa história uma leitura ótima e recompensadora. Quão longa e difícil é a jornada para justiça, igualdade e para o bem da humanidade.
 A vida de Sultana continua a ser contada nos livros As filhas da princesa e Princesa Sultana, da mesma autora.

Nota: 8,0

Ficha técnica:


Título: Princesa: A história real da vida das mulheres árabes por trás de seus negros véus

Autora: Jean P. Sasson

Editora: Best Seller - Grupo Editorial Record

Nº de págs.: 248

Ano: 1998


Tag - Confissões de um bibliófilo

Oi de novo!

Sabe, ultimamente tenho me preocupado muito com o blog porque eu amo escrever aqui e amo ser blogueira, porém não está sendo fácil administrar meu tempo e eu fico me sentindo péssima por isso. Ok, isso não faz parte da tag, mas já que estamos falando de confissões!
Enfim, resolvi fazer esse post hoje porque estava com saudades de responder a uma tag.

Vi a tag no canal do Allison: Allison7Potter, que aliás, é um dos canais literários que mais acompanho no Youtube, e adorei, afinal eu mesma sou uma bibliófila, ou seja, amo colecionar livros! Vamos então às perguntas!

Essa imagem é tão comum everywhere, mas peguei no We <3 It
1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?
Auto-ajuda, porque realmente não me interesso.

2. Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?
Eu ia responder "nenhum", até lembrar os dois livros que estão lidos pela metade e me deixam com a sensação de culpa por estar lendo outras coisas sem terminá-los: As aventuras de Pinóquio e Contos Tradicionais do Brasil.

3. Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)?
Hum... Essa é difícil. Como sou uma leitora que gosta de escrever uma resenha para cada obra lida, creio que meu pior hábito nesse aspecto é não resenhar logo depois de ler e acabar com um milhão de resenhas acumuladas, que é meu caso atual.

4. Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro?
Sim. Para mim, ler a sinopse faz parte da leitura do livro, mesmo que eu esteja relendo tenho o costume de ler a contracapa e as orelhas do livro, até a minibiografia do autor. Eu sou do tipo de pessoa que lê até os agradecimentos, haha.

5. Qual é o livro mais caro da sua estante?
Na verdade, não sei (falando da minha parte da estante. Quando digo isso é porque aqui em casa também tem a parte da estante onde ficam os livros dos meus pais - que dão várias vezes minha coleção). Vou chutar a edição em inglês de As Crônicas de Nárnia volume único.


6. Você compra livros usados/em sebo?
Não, tenho alergia a livros antigos. Tenho uma coleção de livros que foram das minhas tias, e mais um ou outro. Se bem que os livros do meu pai e da minha mãe são considerados usados - e dentre eles tem uns meio antigos - e eu os leio.

7. Qual é a sua livraria (física) preferida?
Olha, dentre as quais eu costumo frequentar (Nobel, leitura e Saraiva), prefiro mesmo a Saraiva.

8. Qual é a sua livraria online preferida?
Outra vez Saraiva.

9. Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros?
Não, a quantidade depende do mês, mas costumo me controlar, afinal, não sou eu quem compro. O que me leva a pensar que vou ter que fazer um esforço ainda maior quando eu ganhar meu próprio salário...

10. Quem você "tagueia"?
Eu tagueio você, bibliófilo que tiver gostado da tag e quiser responder. Caso queira compartilhar suas respostas sem escrever um post, deixe-as aqui nos comentário para nós compararmos!

E aí, gostaram da tag?

Beijos, Bia!

Filme: A Série Divergente - Insurgente

Olá!

Depois de um ano de espera, dia 19 de março foi lançado o segundo filme da franquia Divergente: Insurgente. Obviamente, como fã, minhas expectativas eram altas e... estou aqui justamente para falar sobre o que achei do filme!


Sinopse:
O enredo do filme gira em torno de uma caixa descoberta na casa de Andrew e Natalie Prior, pais de Tris, que está em poder de Jeanine Matthews, líder da Erudição e só pode ser aberta por um Divergente, razão pela qual os indivíduos com tal característica estão sendo perseguidos pela Erudição. É o caso dos protagonistas: Tris e Tobias (Quatro) que procuram abrigo de facção em facção, ao mesmo tempo em que ela tenta superar as mortes dos pais e do amigo, Will, que ocorreram no ataque à Abnegação; e ele decide se juntar aos sem-facção, liderados por sua mãe, Evelyn.



Opinião:
Em termos de fidelidade ao livro, acredito que Insurgente perdeu para o primeiro filme, o que é compreensível, já que Insurgente passa por diversos cenários e situações, enquanto Divergente tem o começo, meio e fim bem delineados (apresentação de Tris e a escolha da facção, iniciação da Audácia, simulação de ataque à Abnegação). Admito que fiquei decepcionada pela falta de algumas cenas que eu considerava essenciais e pela modificação de algumas outras, mas a maioria foi bem arranjada para a história seguir a cronologia do livro. Para mim, a obra original tem muito mais intensidade em cada cena.
Por outro lado, como filme em si, Insurgente superou o anterior nos aspectos ação e efeitos especiais. O drama fica mais evidente na cena em que Tobias e Tris ficam sob efeito do soro da verdade, na Franqueza, e é pincelado em algumas cenas individuais de Tris, mas as relações entre os personagens foram quase que completamente deixadas de lado. Marcus, que costuma ser o maior obstáculo do Quatro, desaparece logo no começo do filme. Entre Christina e Tris quase não há interação, e o mesmo pode ser dito de Uriah. A relação do casal Tris e Quatro não teve nem mesmo uma conturbação: eles concordaram entre si em todas as questões, fora outros personagens importantes que quase não foram mencionados. Na minha opinião, essa foi a maior falha do filme: o subaproveitamento das personagens. Mas quem sabe eles não usem isso para material em Convergente - Parte 1, já que é pra dividir o filme?
De qualquer forma, achei a atuação da Shailene Woodley (Tris) melhor nesse filme do que no primeiro, embora não possa chamar de brilhante. O Theo James, para mim, é perfeito como Quatro, não vejo mais ninguém nesse papel. Quanto ao Ansel Elgort (Caleb), só digo uma coisa: ri muito vendo ele correr, hahaha.
Não sei exatamente o que esperar de Convergente - Parte 1, além de que seja melhor. Eu não sou muito fã dessa divisão de último filme, porém gostei de A Esperança - Parte 1, então... vamos ver no que vai dar.

Portanto, como adaptação, minha nota para Insurgente é 6,5 e como filme sem comparação com o livro, 8,5. Eu gostei bastante, apesar do que eu mencionei. Com certeza, logo, logo vou assistir de novo! Eu e minhas amigas fomos vestidas de acordo com sua facção, e eu fui de Amizade, apesar de meus testes darem Abnegação, Erudição ou Audácia. E no fim, terminei com dois pôsteres e um colar da Amizade! De facção vocês são?

Diretor: Robert Schwentke
Atores: Shailene Woodley (Tris), Theo James (Quatro), Octavia Spencer (Johanna), Miles Teller (Peter), Kate Winslet (Jeanine)
Lançamento: 19 de março de 2015
Trailer:


Já assistiram ao filme? O que acharam? Conte-me: qual foi sua cena preferida! Uma das minhas preferidas foi a do soro da verdade.


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